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Bulgária entra para a zona do euro; país é destino turístico fora do óbvio

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A Catedral Alexandre Nevsky, de 1912, é um dos principais marcos arquitetônicos de Sófia, capital da Bulgária - Pexels
A Catedral Alexandre Nevsky, de 1912, é um dos principais marcos arquitetônicos de Sófia, capital da Bulgária
Por Thiago Lasco

02/01/2026 | 16h26

São Paulo, 02/01/2026 - A Bulgária entrou em 2026 com uma importante novidade: começou a usar o euro. O país balcânico já faz parte da União Europeia (UE) desde 2007, mas ainda mantinha sua moeda nacional, o lev. O processo de adesão ao bloco monetário começou em 2018 e foi concluído em 1º de janeiro, quando a Bulgária se tornou o 21º país membro da zona do euro. Com isso, apenas seis dos 27 países da UE ainda não utilizam a moeda comum: Suécia, Dinamarca, República Tcheca, Hungria, Polônia e Romênia.
Os búlgaros puderam sacar euros pela primeira vez já no dia 1º. Caixas eletrônicos na capital, Sófia, passaram a liberar notas de euro substituindo o lev, que ainda continuará sendo usado para pagamentos em dinheiro durante o mês de janeiro.
O país, que fez parte do antigo bloco comunista e tem uma população de cerca de 6,7 milhões de habitantes, estava entre os mais pobres quando ingressou na União Europeia. A adesão ao sistema de moeda única europeia representa uma integração mais profunda à UE após a transição, em 1989, de uma economia ao estilo soviético para a democracia e o livre mercado.
No entanto, esse marco histórico chega em meio à instabilidade política, com o governo liderado por conservadores sendo forçado a renunciar após protestos anticorrupção em todo o país, além do ceticismo entre a população, alimentado por temores de aumento de preços. Além disso, grupos nacionalistas e pró-Rússia na Bulgária exploraram os temores de que a mudança para o euro supostamente levaria a mais pobreza e à perda da identidade nacional.
Os países que entram na UE se comprometem a adotar o euro, mas a adesão efetiva pode levar anos, e alguns membros não têm pressa. A Croácia foi o último país a aderir, em 2023.

Bulgária é destino pouco explorado por brasileiros

Quando os brasileiros pensam em Leste Europeu, as primeiras opções que vêm à cabeça são Praga e Budapeste (capitais da República Tcheca e da Hungria, respectivamente), que são cidades bem mais exploradas pelo turismo de massa. Mas a capital búlgara, Sófia, não decepciona os viajantes interessados em história, arquitetura e cultura. 
Por toda parte, há monumentos e construções bem preservados, alguns com mais de 2 mil anos de história. Entre os destaques da cidade estão a Catedral Alexandre Nevsky, de 1912, o Mercado Central e o Parque Borisova Grandina. Há várias opções de tours guiados a pé, como o que mostra marcos arquitetônicos da era comunista.
Aos turistas mais aventureiros, a dica é conhecer os Sete Lagos de Rila, a 2 horas de carro de Sófia. É um grupo de lagos glaciais cercados por vales, a mais de 2 mil metros de altitude, com trilhas em seu entorno. O caminho até lá exige certo esforço: o carro só chega até parte do percurso, depois é preciso tomar um teleférico e, por último, encarar uma trilha que pode levar o resto do dia. Excursões com guia facilitam a vida, mas também é possível explorar os Lagos por conta própria.
Para quem é fã de cidades mais antigas, outra boa pedida é conhecer Plovdiv, que tem um belo centro histórico, uma mesquita otomana e diversas ruínas romanas. É possível visitar a cidade em um passeio de dia inteiro a partir de Sófia, que fica a 144 km de distância.
Outras atrações turísticas do país incluem o Mosteiro de Rila, que é Patrimônio da UNESCO (a 177 km da capital, a estação de esqui de Bansko (a 160 km) e destinos à beira do Mar Negro, como Nessebar e Verna, que podem combinar atividades como praia, mergulho e passeios de barco.
Os brasileiros que quiserem visitar a Bulgária não precisam de visto para estadias de até 90 dias. Mas devem ter um passaporte válido e preencher a autorização ETIAS para ingresso na União Europeia. 

Palavras-chave Bulgária Sófia euro

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