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Chuva de meteoros Orionídeas poderá ser vista na madrugada de quarta-feira

Fenômeno derivado do cometa Halley poderá ser observado sem equipamentos a partir de 1h40, com até 20 meteoros por hora, segundo a Meteor Organization

Redação Viva

Por Redação Viva

20/10/2026 | 18h32

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O fenômeno interessa à ciência; cometas guardam material da origem do Sistema Solar - Envato
O fenômeno interessa à ciência; cometas guardam material da origem do Sistema Solar
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A chuva de meteoros Orionídeas, visível no Brasil entre 2 de outubro e 7 de novembro, terá seu pico na madrugada de quarta-feira, com expectativa de 20 meteoros por hora, oferecendo uma oportunidade única de observação astronômica.

Esse fenômeno é causado pela passagem da Terra pela trilha de detritos do cometa Halley, que ocorre anualmente em outubro, quando o planeta cruza a região mais densa da trilha deixada pelo cometa.

Para melhor visualização, recomenda-se que os observadores se afastem das luzes urbanas e adaptem a visão ao escuro por 20 minutos, enquanto o monitoramento das chuvas de meteoros é crucial para a proteção de satélites e para a compreensão da formação do Sistema Solar.

Resumo gerado por IA

São Paulo - A chuva de meteoros Orionídeas, que está ativa desde o dia 2 de outubro e seguirá até o dia 7 de novembro. Ela poderá ser melhor observada em todo o Brasil na madrugada desta quarta-feira (21), entre 1h40 e o amanhecer.  A estimativa da International Meteor Organization é de que apareçam 20 meteoros por hora.

Não é necessário nenhum equipamento para observar o fenômeno. A recomendação da Nasa é posicionar os olhos de 45 a 90 graus de distância da constelação de Órion, próxima das estrelas que formam as Três Marias. A constelação de Órion, conhecida pelo cinturão de estrelas brilhantes, é de onde se origina o nome da chuva de meteoros.

Para maior conforto, recomenda-se também que a visão seja exposta ao escuro por cerca de 20 minutos antes do início da observação do fenômeno para que as retinas se adaptem às condições noturnas.

Meteoros são detritos do cometa Hally

As Orionídeas são resultado da passagem da Terra pela trilha de detritos deixada pelo cometa Halley, que se aproxima do Sol a cada 75 ou 76 anos e só deve voltar a ser visto em 2061. A cada passagem, o calor solar desprende do cometa grãos de poeira e gelo, que ficam espalhados ao longo de sua órbita. É esse material que a Terra atravessa todo mês de outubro, e o pico da chuva acontece quando o planeta cruza a região mais densa da trilha.

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Cada um desses grãos é um meteoroide, nome dado aos fragmentos de cometas e asteroides que vagam pelo espaço. Ao entrar na atmosfera a cerca de 66 quilômetros por segundo, o fragmento comprime e aquece o ar à sua frente até se vaporizar, processo chamado de ablação. O rastro brilhante que se vê do chão é o meteoro propriamente dito. Quando a Terra encontra muitos meteoroides ao mesmo tempo, como acontece agora, ocorre uma chuva de meteoros.

A importância do monitoramente

Além do apelo visual, o fenômeno também interessa à ciência. O monitoramento das chuvas de meteoros permite estimar quando e em que quantidade os detritos chegam à vizinhança da Terra. Essa informação é usada por agências espaciais e operadores de satélites para proteger seus equipamentos.

Como os cometas guardam material praticamente intacto desde a origem do Sistema Solar, estudar os meteoros que eles produzem também ajudam a ciência a compreender como o nosso sistema se formou.

Embora os meteoros sejam visíveis, a cidade de São Paulo não é o local mais indicado para a visualização das Orionídeas, em razão da poluição luminosa elevada. Se você deseja aproveitar ao máximo a experiência, aconselha-se o deslocamento para locais mais afastados das grandes cidades.

(Por Mateus Rolim, especial para o VIVA)

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