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Governadores Caiado, Leite e Ratinho Júnior criticam fim da escala 6x1

José Cruz/Valter Campanato/Agência Brasil

Segundo os três, a medida é eleitoreira e inviável economicamente - José Cruz/Valter Campanato/Agência Brasil
Segundo os três, a medida é eleitoreira e inviável economicamente
Por Broadcast

15/03/2026 | 03h00 ● Atualizado | 14h27

Brasília, 15/03/2026 - Os três governadores do PSD que são pré-candidatos à Presidência, Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), criticaram em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, a proposta do governo federal que busca reduzir a escala 6x1 de trabalho. Segundo os três, a medida é eleitoreira e inviável economicamente.

"A Europa avançou na discussão de redução de jornada de trabalho depois de atingir mais de 40 mil dólares de renda per capita. O Brasil gira em torno de 10 mil. Nessas condições de baixa produtividade, estabelecer isso legalmente e imediatamente seria um desastre do ponto de vista econômico", afirmou Eduardo Leite, em trecho divulgado pelo site do programa.

Já o governador do Paraná questionou o impacto de uma eventual redução da jornada de trabalho para pequenos empresários. Ele defendeu ainda que o Brasil adote o sistema de hora trabalhada, comum nos Estados Unidos e no Japão.

Leia também: Apoio dos brasileiros ao fim da escala 6x1 sobe para 71%, aponta Datafolha

"Como fica o dono de um açougue com dois funcionários? Se entrar essa escala, ele vai ter que contratar no mínimo mais dois. Ele dobra o custo de folha e não aumenta o volume de vendas", afirmou Ratinho Júnior.

Caiado foi quem subiu mais o tom contra a proposta do governo, classificando-a como "demagógica e irresponsável". O goiano ainda creditou ao PT uma queda de relevância do Brasil em comparação a outros países dos Brics no comércio global.

"Você acha que algum deputado ou senador, em ano eleitoral, vai votar contra uma tese que diz que você vai trabalhar menos e ganhar a mesma coisa? É uma proposta demagógica, irresponsável, com o intuito de cativar voto", disse o governador de Goiás.

Na entrevista ao Canal Livre, Ratinho Júnior disse que o próximo presidente do País não vai governar "com dinheiro". Ele apostou que a melhora da situação econômica está nas mãos da iniciativa privada e que o excesso de burocracia é um dos principais obstáculos do Brasil.

"É uma utopia achar que o próximo presidente vai governar com dinheiro. Não vai governar com dinheiro. O País está numa situação lamentável", disse o governador do Paraná.

Criticando a polarização, Caiado disse que a divisão política do Brasil impediu que o governo federal apostasse em projetos de longo prazo. Já Leite destacou que há um desarranjo entre os Poderes que gera um grave "problema de governabilidade".

Os dois pontos apresentados pelo governador do Rio Grande do Sul são o volume e a natureza das emendas parlamentares que, segundo ele, ocupam um espaço desproporcional no Orçamento e o excesso de intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) em decisões que deveriam ser do Executivo.

A íntegra da entrevista do Canal Livre com os três governadores vai ao ar às 22 horas deste domingo, 15.

(Por Gabriel de Sousa)

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