IBGE: Taxa de desemprego maio fica em 5,6% no trimestre encerrado em maio
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São Paulo - O mercado de trabalho no Brasil manteve sinais positivos no trimestre encerrado em maio de 2026. Segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego ficou em 5,6%, estável em relação ao trimestre anterior e menor do que a registrada no mesmo período de 2025.
Além da redução no número de pessoas sem trabalho, houve aumento da ocupação, crescimento da renda média dos trabalhadores e queda da informalidade. Os dados também mostram menos brasileiros em situação de desalento — quando a pessoa gostaria de trabalhar, mas desistiu de procurar emprego.
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Comparação com 2025
A taxa de desemprego ficou em 5,6% entre março e maio de 2026. O índice permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior (5,8%), mas ficou abaixo dos 6,2% registrados um ano antes.
O número de pessoas desocupadas chegou a 6,1 milhões, mantendo estabilidade na comparação trimestral. Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 624 mil pessoas, uma queda de 9,3%.
Mais brasileiros trabalhando
O total de pessoas ocupadas alcançou 102,7 milhões, um crescimento de 558 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior e de 840 mil na comparação anual.
O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar, chegou a 58,6%, mantendo estabilidade em relação ao ano passado.
Desalento e subutilização
O número de brasileiros desalentados caiu para 2,4 milhões. Na prática, isso significa que menos pessoas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga. Em um ano, a redução foi de 14,6%. O percentual de desalentados passou de 2,6% para 2,2% da população.
Já a chamada taxa de subutilização da força de trabalho caiu para 13,3%. Esse indicador reúne pessoas desempregadas, trabalhadores com poucas horas de trabalho e aqueles que gostariam de trabalhar, mas não conseguem.
O contingente de pessoas nessa situação foi estimado em 15,1 milhões, uma redução de 11,3% em relação ao mesmo período de 2025. Também houve queda entre os trabalhadores que atuam menos horas do que gostariam. Esse grupo somou 4,1 milhões de pessoas, recuo de 10,6% no ano.
Carteira assinada e informalidade
O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada ficou em 39,3 milhões. Já os empregados sem carteira somaram 13,4 milhões.
Os trabalhadores por conta própria chegaram a 26 milhões, enquanto os trabalhadores domésticos totalizaram 5,4 milhões. Neste último grupo, houve redução de 328 mil pessoas em relação ao ano passado.
A taxa de informalidade ficou em 37,3% dos trabalhadores ocupados, o equivalente a 38,3 milhões de pessoas. O índice ficou abaixo dos 37,8% registrados no mesmo período de 2025, indicando uma leve melhora na formalização do mercado de trabalho.
Renda
O rendimento médio mensal habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.726. O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas registrou crescimento de 4% na comparação anual.
Já a massa de rendimentos, que representa a soma dos ganhos de todos os trabalhadores, alcançou R$ 377,7 bilhões. O montante cresceu 4,8% em um ano, equivalente a um aumento de R$ 17,3 bilhões.
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