Nunes Marques volta a derrubar canal 'Exército Do Lula'
O ministro condicionou a liberação ao registro do canal na Justiça Eleitoral em até 48h. O canal deve ficar fora do ar até a regularização
Por Broadcast
13/10/2026 | 11h44Gustavo Moreno/STF
O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, suspendeu o canal Exército do Lula, exigindo seu registro na Justiça Eleitoral em até 48 horas, o que impede sua operação até a regularização. O canal, criado por André Janones tem mais de 4 milhões de seguidores.
Após a decisão, o canal permanecerá fora do ar enquanto aguarda o cumprimento das exigências, e o Facebook deverá monitorar proativamente as publicações do canal durante o período eleitoral.
Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, voltou a derrubar o canal Exército do Lula, que foi alvo de decisões contraditórias nos últimos dias. Em decisão proferida nesta terça-feira, 13, o ministro condicionou a liberação ao registro do canal na Justiça Eleitoral em até 48h. O canal deve ficar fora do ar até a regularização.
O canal tem mais de 4 milhões de seguidores e foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O ministro ainda destacou que a coligação de Lula e o próprio petista podem ser responsabilizados pelo uso irregular do canal. "Esclareço que eventual responsabilização pela utilização irregular do canal será apurada nas vias próprias, incluindo-se, na categoria de responsáveis, não apenas o administrador dos canais, mas a coligação e os candidatos incumbidos do devido registro", afirmou.
Após a decisão, uma mensagem no canal informou que o grupo ficará 48 horas fora do ar. A mensagem diz ainda que Janones continuará orientando os apoiadores por meio do seu Instagram.
No último domingo, 11, o ministro havia determinado a suspensão do canal de WhatsApp a pedido do candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro. Para o ministro, o canal transmitia "a milhões de pessoas, sob comando único" conteúdos que o TSE já reconheceu como "inverídicos". No mesmo dia, em outro processo, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o funcionamento do grupo e submeteu o caso para apreciação imediata do plenário da Corte.
O vaivém de decisões ocorreu por meio de dois processos. A campanha de Flávio protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o grupo de WhatsApp que estava nas mãos de Cueva. Além disso, o candidato do PL apresentou outro pedido alegando descumprimento de regras do WhatsApp para evitar os disparos em massa. Foi por meio dessa segunda ação que Nunes despachou.
Nesta terça, Nunes Marques derrubou a decisão de Cueva e restabeleceu sua competência para julgar o tema. Ele também ajustou sua decisão do último domingo e fixou condições para a liberação do canal. Após o cumprimento dos requisitos e o decorrer do prazo, o presidente do TSE vai notificar a Meta para restabelecer o envio de atualizações e o ingresso de seguidores.
O ministro ainda proibiu Janones de divulgar conteúdos que já foram considerados inverídicos pelo plenário do TSE e de orientar os seguidores a contornar ordens da Justiça Eleitoral.
O Facebook também deverá, durante o período eleitoral, adotar medidas de acompanhamento proativo das publicações do canal "Exército do Lula" e dos demais canais públicos de grande alcance usados pelas campanhas.
(Por Lavínia Kaucz)
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