CONFIRA
Eleições 2026

TSE nega remoção de vídeo de Lula que chama Flávio Bolsonaro de mentiroso

Decisão considera que expressões como “mentiroso Master” estão no contexto de críticas eleitorais e não configuram, por si só, propaganda irregular

Broadcast

Por Broadcast

17/10/2026 | 13h05

Andressa Anholete/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

Vídeo da campanha de Lula questiona declarações de Flávio Bolsonaro e o chama de “mentiroso Master" - Andressa Anholete/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR
Vídeo da campanha de Lula questiona declarações de Flávio Bolsonaro e o chama de “mentiroso Master"
Ouvir texto 2:27 1x

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu não remover um vídeo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva que questiona a credibilidade de Flávio Bolsonaro, destacando que a mensagem é uma crítica política e não uma afirmação de fato falso.

Flávio Bolsonaro foi alvo de acusações infundadas sobre a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, o que gerou uma resposta pública dele, incluindo um ato simbólico em um comício.

O vídeo também menciona que Flávio teria dito '43 mentiras' durante a campanha, mas o TSE considerou que expressões críticas são aceitáveis no contexto eleitoral, desde que não caracterizem propaganda irregular.

Resumo gerado por IA

Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou a remoção de um vídeo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com alegações sobre o candidato Flávio Bolsonaro (PL). A publicação de 26 de outubro no perfil "Brasil com Lula", no Instagram, levanta dúvidas sobre o posicionamento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação ao título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. Ele também é chamado de "mentiroso Master", em referência ao Banco Master.

"A mensagem, nesse ponto, consiste em inferência sobre sua credibilidade, construída a partir da sequência dos trechos exibidos. Não se identifica, portanto, afirmação categórica de fato falso, mas juízo crítico inserido no embate político-eleitoral", diz a ministra Estela Aranha, em decisão publicada hoje.

Antes do primeiro turno, Flávio chegou a ser acusado falsamente de prometer tirar de Nossa Senhora o título de padroeira do Brasil, atribuição que é do Vaticano, e não da Presidência da República. Com a disseminação da informação falsa na internet, Flávio Bolsonaro precisou se posicionar. Ele chegou a erguer a santa num comício eleitoral com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O vídeo mostra que Flávio negou a retirada do título católico, mas alega que o candidato teria "mentido" em outros temas. A peça publicitária também afirma, sem indicação de fonte, que o candidato do PL teria proferido "43 mentiras" durante a campanha eleitoral, além de qualificá-lo como "mentiroso Master".

Publicidade

"A expressão 'mentiroso Master', por sua vez, embora contundente e depreciativa, deve ser compreendida no contexto da disputa eleitoral e das críticas dirigidas às declarações públicas do representante [...] O uso de expressões duras, no contexto da disputa eleitoral, não basta para caracterizar propaganda irregular, ausente demonstração de que tenha sido utilizada para veicular imputação factual ilícita", diz a decisão.

(Por Renan Monteiro)

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.