Conheça 4 nutrientes essenciais para regular a tireoide e o metabolismo
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São Paulo - Estimativas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) indicam que cerca de 15% da população brasileira acima dos 45 anos pode apresentar algum tipo de doença da tireoide.
A tireoide é uma pequena glândula em formato de borboleta, localizada na parte da frente do pescoço, que desempenha um papel fundamental no nosso organismo. Quando essa glândula apresenta problemas e não funciona de maneira adequada alguns nutrientes podem ajudar na regulação.
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A importância de regular a tireoide mora na responsabilidade dessa parte do corpo que produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que agem regulando o metabolismo e garantindo o bom funcionamento de órgãos vitais como o coração, o cérebro, o fígado e os rins.
Segundo o endocrinologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), Ramon Marcelino manter uma alimentação equilibrada pode ajudar no bom funcionamento da glândula e evitar alterações.
Alguns micronutrientes são fundamentais para que a tireoide consiga produzir e utilizar corretamente seus hormônios. Na maioria das vezes, uma alimentação equilibrada já fornece esses nutrientes nas quantidades adequadas”, explica.
4 nutrientes que ajudam na regulação da tireóide
Os quatro nutrientes de maior destaque nesta regulação segundo o especialista são:
- Iodo: é essencial, pois participa diretamente da produção dos hormônios tireoidianos T3 e T4. Sem ele, a glândula não consegue desempenhar sua função de regular o metabolismo. Uma pequena quantidade de sal iodado na rotina diária geralmente é suficiente, mas o nutriente também é encontrado em peixes, frutos do mar, leite e derivados;
- Selênio: este mineral tem uma função dupla por ajudar a ativar os hormônios, transformando o T4 em sua forma ativa (T3), e proteger a tireoide contra danos oxidativos. A principal fonte é a castanha-do-pará, sendo que o consumo de uma a duas unidades por dia já fornece a quantidade necessária;
- Ferro: é fundamental para o funcionamento de uma enzima chamada tireoperoxidase, que atua diretamente na fabricação dos hormônios da glândula. A falta de ferro pode comprometer todo o processo. Está presente em carnes vermelhas, fígado, feijão, lentilha e vegetais verde-escuros.
- Zinco: auxilia no funcionamento dos receptores dos hormônios da tireoide e participa da regulação hormonal como um todo, além de favorecer o equilíbrio imunológico. Boas fontes de zinco incluem carnes, frutos do mar, castanhas, sementes e grãos integrais.
A ingestão balanceada desses nutrientes pelo cardápio diário ajuda a fornecer o combustível adequado para que a tireoide trabalhe a favor da sua energia e bem-estar.
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Sinais de alerta
Quando há algum tipo de alteração na tireoide, o corpo emite diversos sinais. As alterações mais comuns acontecem quando a glândula produz hormônios em quantidade insuficiente (hipotireoidismo) ou em excesso (hipertireoidismo).
“Também podem surgir nódulos na tireoide, que em alguns casos provocam aumento do volume do pescoço. No entanto, muitos deles não causam sintomas e acabam sendo descobertos apenas em exames de rotina”, alerta Marcelino.
Fique atento aos seguintes sintomas:
- Cansaço excessivo ou fraqueza constante sem causa aparente;
- Alterações de peso inexplicáveis, seja um ganho ou perda abrupta;
- Queda de cabelo ou pele excessivamente seca;
- Mudanças de humor, como depressão, agitação ou ansiedade persistente;
- Dificuldade para lidar com a temperatura, sentindo frio ou calor em excesso;
- Alterações no ritmo cardíaco, como coração acelerado ou batimentos muito lentos;
- Aumento de volume ou percepção de um caroço na região do pescoço (condição conhecida como bócio);
Se esses sintomas persistirem, é importante procurar avaliação médica. Exames de sangue simples, que avaliam os níveis de TSH, T3 e T4 livre, são o primeiro passo para o diagnóstico.
Quando as alterações são identificadas de forma precoce, a grande maioria dos casos possui tratamento eficaz e com bom controle clínico.
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