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Conheça 4 nutrientes essenciais para regular a tireoide e o metabolismo

Cansaço e queda de cabelo podem ser sinais da tireoide. Veja quais alimentos contêm selênio e iodo que ajudam a regular o metabolismo

Emanuele Almeida

Por Emanuele Almeida

28/04/2026 | 08h35

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A tireoide produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que agem regulando o metabolismo e garantindo o bom funcionamento de órgãos vitais - Freepik
A tireoide produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que agem regulando o metabolismo e garantindo o bom funcionamento de órgãos vitais
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São Paulo - Estimativas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) indicam que cerca de 15% da população brasileira acima dos 45 anos pode apresentar algum tipo de doença da tireoide.

A tireoide é uma pequena glândula em formato de borboleta, localizada na parte da frente do pescoço, que desempenha um papel fundamental no nosso organismo. Quando essa glândula apresenta problemas e não funciona de maneira adequada alguns nutrientes podem ajudar na regulação. 

Leia também: O que é tireoide e quais os sintomas de alteração

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A importância de regular a tireoide mora na responsabilidade dessa parte do corpo que produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que agem regulando o metabolismo e garantindo o bom funcionamento de órgãos vitais como o coração, o cérebro, o fígado e os rins.

Segundo o endocrinologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), Ramon Marcelino manter uma alimentação equilibrada pode ajudar no bom funcionamento da glândula e evitar alterações. 

Alguns micronutrientes são fundamentais para que a tireoide consiga produzir e utilizar corretamente seus hormônios. Na maioria das vezes, uma alimentação equilibrada já fornece esses nutrientes nas quantidades adequadas”, explica.

4 nutrientes que ajudam na regulação da tireóide

Os quatro nutrientes de maior destaque nesta regulação segundo o especialista são:

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  1. Iodo: é essencial, pois participa diretamente da produção dos hormônios tireoidianos T3 e T4. Sem ele, a glândula não consegue desempenhar sua função de regular o metabolismo. Uma pequena quantidade de sal iodado na rotina diária geralmente é suficiente, mas o nutriente também é encontrado em peixes, frutos do mar, leite e derivados;
  2. Selênio: este mineral tem uma função dupla por ajudar a ativar os hormônios, transformando o T4 em sua forma ativa (T3), e proteger a tireoide contra danos oxidativos. A principal fonte é a castanha-do-pará, sendo que o consumo de uma a duas unidades por dia já fornece a quantidade necessária;
  3. Ferro: é fundamental para o funcionamento de uma enzima chamada tireoperoxidase, que atua diretamente na fabricação dos hormônios da glândula. A falta de ferro pode comprometer todo o processo. Está presente em carnes vermelhas, fígado, feijão, lentilha e vegetais verde-escuros.
  4. Zinco: auxilia no funcionamento dos receptores dos hormônios da tireoide e participa da regulação hormonal como um todo, além de favorecer o equilíbrio imunológico. Boas fontes de zinco incluem carnes, frutos do mar, castanhas, sementes e grãos integrais.

A ingestão balanceada desses nutrientes pelo cardápio diário ajuda a fornecer o combustível adequado para que a tireoide trabalhe a favor da sua energia e bem-estar.

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Sinais de alerta

Quando há algum tipo de alteração na tireoide, o corpo emite diversos sinais. As alterações mais comuns acontecem quando a glândula produz hormônios em quantidade insuficiente (hipotireoidismo) ou em excesso (hipertireoidismo).

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“Também podem surgir nódulos na tireoide, que em alguns casos provocam aumento do volume do pescoço. No entanto, muitos deles não causam sintomas e acabam sendo descobertos apenas em exames de rotina”, alerta Marcelino.

Fique atento aos seguintes sintomas:

  • Cansaço excessivo ou fraqueza constante sem causa aparente;
  • Alterações de peso inexplicáveis, seja um ganho ou perda abrupta;
  • Queda de cabelo ou pele excessivamente seca;
  • Mudanças de humor, como depressão, agitação ou ansiedade persistente;
  • Dificuldade para lidar com a temperatura, sentindo frio ou calor em excesso;
  • Alterações no ritmo cardíaco, como coração acelerado ou batimentos muito lentos;
  • Aumento de volume ou percepção de um caroço na região do pescoço (condição conhecida como bócio);

Se esses sintomas persistirem, é importante procurar avaliação médica. Exames de sangue simples, que avaliam os níveis de TSH, T3 e T4 livre, são o primeiro passo para o diagnóstico.

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Quando as alterações são identificadas de forma precoce, a grande maioria dos casos possui tratamento eficaz e com bom controle clínico.

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