Paula Toller celebra turnê com Kid Abelha: 'As músicas continuam vivas'
Divulgação/Pedro Loreto
São Paulo - Fora de cena desde 2016 — quando anunciou seu fim após mais de 30 anos de carreira —, a banda Kid Abelha, formada por Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato, decidiu voltar aos palcos este ano, para uma série de shows em estádios. Eles já estão na estrada com a turnê "Eu Tive Um Sonho" e chega a São Paulo, neste sábado (27), onde se apresenta no Nubank Parque (antigo Allianz), depois de lotar o Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, no último dia 12.
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No repertório, estão garantidos seus grandes sucessos, como "Lágrimas e Chuva”, ”Nada Tanto Assim”, “Eu Tive Um Sonho”, “Grand’Hotel”, “Fixação”, “Como Eu Quero”, entre outros.
Fico feliz de ver que as músicas continuam vivas, continuam sendo cantadas com força", comemora Paula.
Depois de São Paulo, o Kid Abelha segue para cidades como Salvador, Brasília, Recife, Fortaleza, entre outras, e no ano que vem volta ao Rio.
Presença feminina
Ao lado dos outros grupos, como Titãs, Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucesso e Legião Urbana, o Kid Abelha fez parte de um movimento que ficou conhecido como RockBR, nos anos 1980.
Quando despontou na cena musical ainda como Kid Abelha e os Abóboras Selvagens — nome que eles usaram até final daquela década —, a banda chamava atenção não apenas pela coleção de hits, como também pela figura da vocalista Paula Toller.
Em meio a um movimento majoritariamente masculino, Paula recebeu o título de musa, mas era muito além disso. Como cantora, compositora e líder de banda, foi inspiração para meninas e mulheres que tinham a carreira no pop rock como meta. Ao lado de nomes como Rita Lee, Marina Lima e Fernanda Abreu, ela marcou uma época em que a representatividade feminina nessa cena era mais escassa.
Aos 63 anos e avó recente, Paula Toller falou com o VIVA:
VIVA: O que fez vocês desejarem se reunir após dez anos do anúncio do fim da banda?
Paula Toller: Foi uma consequência do alcance que as músicas seguem tendo na vida das pessoas, de todas as idades, e esse desejo de ouvir ao vivo foi crescendo. A gente percebeu esse movimento e ficou com vontade de viver isso de novo, de reencontrar o público nesse lugar. Quando o convite chegou, a escala dos shows foi um fator decisivo também. A estreia no Rio foi um sucesso e estou muito animada para os próximos shows da turnê.
Esse reencontro tem prazo pra terminar? Planejam deixar algum registro dessa turnê?
É um projeto com começo, meio e fim. Existe esse entendimento. Sobre registro, é algo que a gente considera com carinho, porque é um momento especial e merece ser documentado.
Qual foi sua sensação nos primeiros ensaios? Foi como se tivessem tocado juntos no dia anterior?
Existe uma memória muito forte ali, então as coisas fluem com naturalidade. Claro que existe um tempo de ajuste, mas rapidamente a gente se reconhece naquele som.
Como é saber que músicas do Kid de 40, 30 anos atrás ainda são muito conhecidas?
Fico feliz de ver que as músicas continuam vivas, continuam sendo cantadas com força. Isso mostra que elas não perderam a validade, e ouvir isso em grande escala é muito emocionante. A estreia no Rio nos energizou ainda mais.
A gente vê famílias inteiras, várias gerações juntas. Isso é muito bonito, porque mostra como a música atravessou o tempo e ganhou novos significados.
Qual a experiência de ser avó?
É outro papel. Eu sou o tipo de avó que senta no chão e brinca. A Maya (nascida em 2025) é uma garota muito animada, curiosa e tem sido uma experiência muito bacana. Por causa da turnê, estou com a agenda bem cheia, então faço questão de almoçarmos juntos e coisas do tipo. Depois, a vovó sai para trabalhar.
Serviço
- Turnê "Eu Tive Um Sonho"
- Data: 27 de junho (sábado)
- Horário: 20h30
- Local: NuBank Parque
- Endereço: Avenida Francisco Matarazzo, 1.705; R. Palestra Itália, 200, Água Branca, São Paulo
- Ingressos: entre R$ 240 e R$ 490
- Vendas on-line: Ticketmaster
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