Dia dos Namorados: interesse por presentear com flores cresce 36%
Envato
São Paulo - Apesar de endividados, os brasileiros não devem deixar o romantismo totalmente de lado nesse Dia dos Namorados. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), realizado em parceria com a FIA Business School, cerca de 70% dos consumidores pretendem presentear seu par, mas irá optar por opções mais acessíveis neste ano.
A expectativa do varejo é que a data irá movimentar R$ 22,1 bilhões em 2026, com um crescimento nominal da ordem de 5% e de pouco menos de 1% em termos reais (descontada a inflação). A previsão de gasto médio é de R$ 238 por pessoa.
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Entre as opções de presente, a intenção de celebrar a data comprando flores online (com entrega no mesmo dia) cresceu 36%. Já o interesse por jantar romântico caiu 29%, por joias da marca Pandora recuou 20%, enquanto relógio masculino caiu 13% e tênis registrou baixa de 10%, aproximadamente
Mesmo com o orçamento apertado, presentes mais caros aparecem em alta na pesquisa: a intenção de comprar um iPhone aumentou 16%, seguido por perfume feminino (alta de 6%) e chocolate (alta de 5%).
Roupas e perfumes
Na prática, porém, os brasileiros vão concentrar suas compras em itens mais tradicionais, aponta a pesquisa do Ibevar. Dos entrevistados, 38% disseram que devem presentear com roupas, enquanto 34% indicaram que vão agradar a companheira ou o companheiro com perfumes, cosméticos e maquiagem. Calçados e jantares (20% cada) e chocolates e bombons (18%) aparecem em seguida.
A primeira semana de junho deve concentrar 45% das compras. As lojas físicas são a preferência para a compra de 76% dos consumidores. Entre os meios de pagamentos, o Pix à vista é a preferência de 34% dos entrevistados.
Na avaliação de Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School, os números revelam que o desejo de presentear permaneceu intacto.
Presentes mais caros
No Relatório Dia dos Namorados 2026 do Ibevar-FIA Business School foi analisada a evolução do interesse por presente e buscas dos consumidores brasileiros entre 2014 e 2026, com base em dados do IPCA (IBGE) de abril de 2026. Já o levantamento de intenção de compra foi realizado em maio.
A conclusão do estudo é que os presentes de maior carga simbólica são os que mais encareceram. Enquanto isso, o endividamento das famílias, que em 2014 estava em 38% da renda, agora bate em 50% - próximo da máxima histórica.
Embora não tenham condições financeiras, 28% dos consumidores admitem que vão gastar além do que podem e 31% pretendem comprar presente mesmo com contas em atraso.
No acumulado em 12 meses até abril, a inflação subiu 4,4%, enquanto os preços das joias registraram alta de 26,1% e os de chocolate em barra e bombom subiram 22%. Perfumes e relógio de pulso figuram entre as categorias que registraram altas abaixo da inflação, de 1,9% e 2,7%, respectivamente.
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