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Novo Desenrola já renegociou quase R$ 1 bilhão até agora, diz governo

Washington Costa/MF

Ministro garantiu que o governo não deixará de dar também um estímulo aos adimplentes - Washington Costa/MF
Ministro garantiu que o governo não deixará de dar também um estímulo aos adimplentes
Por Broadcast

11/05/2026 | 16h50

Brasília - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta segunda-feira, 11, que o novo programa Desenrola, anunciado na semana passada, já teve perto de R$ 1 bilhão de dívidas renegociadas e 200 mil pedidos em avaliação dos bancos. Desses, 100 mil estão praticamente fechados.

“Cada dia a gente tem visto mais renegociações sendo feitas, o que é muito importante. Essa semana o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) para os inadimplentes deve estar totalmente operativo. A medida provisória na semana passada deu as condições, os bancos têm tirado dúvidas junto com o MEC (Ministério da Educação) e a Fazenda. Essa semana vai estar operativo”, afirmou.

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Incentivo aos adimplentes

Ele garantiu que o governo não vai deixar de fazer também um estímulo para os adimplentes. “Isso vai ser feito em um segundo momento, daqui a alguns dias, para que a gente primeiro faça a comunicação para quem está inadimplente, que é uma situação muito diferente, para que depois a gente também honre e dê um estímulo, uma espécie de prêmio, um merecimento para quem ficou adimplente”, completou.

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Potencial de R$ 62 bilhões

De acordo com cálculos do BTG Pactual, o estoque de crédito com atraso superior a 90 dias em cartões de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais em dezembro de 2025 é de R$ 62,7 bilhões.

Segundo dados oficiais do Ministério da Fazenda citados pelo banco em um relatório divulgado nesta segunda-feira, a primeira versão do programa - lançado em 2023 - atingiu praticamente todos os municípios brasileiros e contribuiu para uma redução relevante da inadimplência entre os grupos mais vulneráveis. Em aproximadamente dez meses de operação, beneficiou mais de 15 milhões de pessoas e renegociou cerca de R$ 53 bilhões em dívidas, abrangendo mais de 24 milhões de contratos.

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Essa segunda versão do programa, na avaliação do BTG, não deve ultrapassar o alcance financeiro da primeira, que também incluiu a renegociação de dívidas não bancárias. Outra conclusão do banco é que o Desenrola 1.0 reduziu o endividamento entre os grupos beneficiários, mas não gerou uma nova rodada de crédito para esses mesmos grupos. Ou seja, não gerou uma expansão imediata do consumo.

Para as famílias beneficiárias, de acordo com o BTG, o programa reduziu a inadimplência e possibilitou a renegociação, mas também transformou dívidas antigas em novos compromissos mensais.

(Por Flávia Said, Mateus Maia e Célia Froufe)

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