Público 60+ considera mudar de casa nos próximos cinco anos; veja os motivos
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São Paulo - Engana-se quem pensa que pessoas mais velhas não gostam de mudar de casa. Pesquisa realizada pela Housi, plataforma brasileira de moradia flexível por assinatura, mostra que os 60+ estão abertos a mudanças.
A pesquisa realizada com 1.200 respondente, sendo que 73,7% são pessoas 60+, mostrou que 63% desse público considera mudar de residência nos próximos cinco anos.
As três principais razões para essa decisão são a dificuldade com a manutenção da casa (36,2%), a sensação de insegurança no bairro (28,4%) e a falta de convivência (20,7%). Segundo o estudo, justamente os fatores que um projeto de senior living pode resolver desde a concepção do empreendimento.
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Vale lembrar que o Brasil tem 35 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e deve chegar a 66 milhões até 2050. Mesmo assim, apenas 1,3% dos empreendimentos no País possuem alguma adaptação para esse público, segundo a Mordor Intelligence.
O que o público 60+ quer
Mais do que um imóvel, esse público espera um conjunto de serviços que facilite o dia a dia, com manutenção, limpeza, tecnologia e conveniência disponíveis conforme a necessidade. Segundo o levantamento, os principais desejos do consumidor acima de 60 anos quanto à infraestrutura são:
- academia e espaço de fisioterapia no prédio (72,6%)
- serviço de limpeza pay-per-use (75,9%)
- banheiro com segurança integrada ao design (62,9%)
- localização pela conveniência a pé(63,6%)
A pesquisa também mostrou que 75,8% dos respondentes gostariam de participar de atividades voltadas ao público 60+, mas preservando sua independência. Para 62,3%, o cenário ideal combina boa convivência entre vizinhos e autonomia na rotina, indicando que o conceito de senior living está mais associado à longevidade ativa do que à assistência permanente.
Oportunidade de negócios em senior living
A economia prateada movimenta R$ 1,8 trilhão por ano no Brasil, segundo a pesquisa "Mercado Prateado: consumo dos brasileiros 50+ e projeções”, realizada pela consultoria Data8. Além disso, mais de 8,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais continuam economicamente ativos e 17,4% do grupo concentra os 5% maiores rendimentos do País pertence a essa faixa etária, reforçando que o envelhecimento também representa uma oportunidade econômica para o setor imobiliário.
De acordo com o CEO e fundador da Housi, Alexandre Frankel, 30% dos moradores da própria plataforma são 60+, o que motivou a empresa a criar essa categoria de negócios.
Quando percebemos que quase um terço dos nossos moradores tinha mais de 60 anos, entendemos que não era coincidência. Era um sinal de que o Brasil está envelhecendo mais rápido do que o mercado imobiliário conseguia acompanhar".
A pesquisa "Panorama do Mercado Imobiliário 2026", da Data Housi, mostra que 63,5% dos incorporadores apontam senior living como o segmento mais promissor do ano, à frente de residencial com short stay (ou pagamento por diárias, com 53,9%) e wellness residences (ou serviços de bem-estar, com 44,2%).
Com base nesses dados, a Housi lançou o Housi Senior+, vertical que apoia incorporadores no desenvolvimento de projetos para o público 60+ com curadoria em sete pilares: segurança, tecnologia, comunidade, bem-estar, movimento, propósito e autonomia.
"O senior living é uma resposta a uma transformação demográfica que vai redefinir o mercado imobiliário nas próximas décadas. Quem entender esse movimento agora estará desenvolvendo os empreendimentos que farão sentido para o Brasil do futuro", conclui Frankel.
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