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Copa do Mundo Feminina: como o futebol feminino pode mudar a cultura no Brasil

Alessandra Taraborelli

Executivas debatem o fim do preconceito com mulheres no esporte - Alessandra Taraborelli
Executivas debatem o fim do preconceito com mulheres no esporte
Por Alessandra Taraborelli

26/05/2026 | 08h35 ● Atualizado | 08h36

São Paulo - Em 2027, o Brasil será sede da Copa do Mundo FIFA de Futebol Feminino pela primeira vez. Serão 32 seleções buscando o tão sonhado título e a cidade de São Paulo será uma das sedes. A prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, realizou o evento “Mulheres em Campo” para debater temas como: Mulheres e Transformação Social, Infraestrutura, Mobilidade e Inclusão.

A secretaria municipal de Esportes e Lazer, Erika Coimbra, ressaltou a importância que o esporte tem na vida de uma menina e lembrou os preconceitos que sofreu na infância e, como o esporte ajudou a lidar com as diversas situações que enfrentou.

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O esporte é uma ferramenta de transformação, que tira pessoas do lugar, transforma essas pessoas, e contribui para o futuro do cidadão. Você entende o seu lugar, a sua hora e se identifica com pessoas com as mesmas características que as suas”.

Ela disse esperar que o esporte ajude a acabar com o preconceito que existe em ver mulheres no esporte, especialmente, no futebol feminino.

A empresária Milene Domingues, famosa pelas embaixadinhas e ex-esposa de Ronaldo Fenômeno, que estava sendo homenageada no evento, iniciou sua fala com a voz embargada, agradecendo por ter eventos que estão debatendo as mulheres no esporte. Ela lembrou sua trajetória, os preconceitos que viveu durante sua trajetória e ressaltou a importância de mudar essa cultura, que ainda carrega muito preconceito.

O fato de eu fazer embaixadinhas na televisão ajudou a acabar um pouco com o preconceito, principalmente com mulheres jogando futebol. A educação é o centro de tudo, a gente vive em sociedade onde a mulher tinha um papel muito diferente, isso está mudando e, para isso, precisa mudar a cultura. Isso demora e dá trabalho.”

Ela ressaltou a importância das empresas entenderem que o futebol feminino também é lucrativo e, que a Copa do Mundo feminina vai mostrar isso.

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Para Milene, a Copa do Mundo pode deixar um legado para meninas nas escolas. “Um dos meus sonhos é que uma menina, quando pensar em jogar futebol, ela seja acolhida e possa jogar. Esse é o nosso grande legado. Vamos fazer um Copa maravilhosa, a galera vai ter uma visão diferente do futebol feminino”, afirmou.

A árbitra e jornalista Ana Paula Oliveira ressaltou que um dos maiores desafios ainda é a falta de mulheres na liderança.

Precisamos normalizar mulheres em cargo de liderança, precisamos ir além das cotas. Capacitar, preparar e dar voz a essas mulheres. O grande desafio no início da minha trajetória foi ganhar o respeito dos meus pais e, em especial dos meus colegas masculinos.”

A Investigadora da Delegacia de Intolerância do Esporte, Mercedes Feitosa, destacou a importância de trabalhar conjuntamente para que todas as pessoas possam frequentar esse evento.

“Precisamos que seja um trabalho integrado com todas policias e organizadores, clubes e confederações. Queremos que todas as pessoas possam frequentar esse evento. Além disso, vai ser um espaço para que a mulher saiba que pode estar em todos os lugares que ela quiser”, afirmou.

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