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Espanha e Bélgica fazem duelo por vaga na semifinal da Copa do Mundo 2026

Fifa/Divulgação

Espanhóis contam com o talento de Lamine Yamal (foto) na busca pelo título mundial - Fifa/Divulgação
Espanhóis contam com o talento de Lamine Yamal (foto) na busca pelo título mundial
Por Pedro Marques

10/07/2026 | 08h31

São Paulo - A Copa do Mundo 2026 entra em sua reta decisiva e, nesta sexta-feira, 10, começa a disputa das quartas de final. O único jogo do dia coloca frente a frente Espanha e Bélgica, às 16h, em Los Angeles, valendo uma vaga entre os quatro melhores do torneio.

A seleção espanhola chega ao confronto em crescimento. Depois de eliminar Portugal em um clássico cheio de rivalidade entre vizinhos da Península Ibérica, a equipe comandada por Luis de la Fuente confirma a evolução apresentada ao longo da competição.

O início da campanha gerou desconfiança, principalmente após o empate diante de Cabo Verde. No entanto, as vitórias convincentes sobre a Arábia Saudita, ainda na fase de grupos, e contra a Áustria, nos 16 avos de final, recolocaram a Espanha entre as principais candidatas ao título.

Para seguir sonhando com a taça, os espanhóis contam com o talento de Rodri, Oyarzabal e da jovem promessa Lamine Yamal, apontado como um dos grandes nomes da nova geração do futebol do país.

Superação belga

Do outro lado, a Bélgica vive uma trajetória de superação. Os empates diante de Egito e Irã nas duas primeiras rodadas colocaram em risco uma classificação que parecia encaminhada, aumentando a pressão sobre os Diabos Vermelhos.

A goleada sobre a Nova Zelândia garantiu a vaga, mas não afastou as dúvidas sobre o desempenho da equipe. A resposta veio na fase de 16 avos de final, em um dos jogos mais emocionantes desta Copa.

Depois de sair perdendo por 2 a 0 para Senegal, a Bélgica iniciou uma reação histórica. O primeiro gol saiu apenas aos 41 minutos do segundo tempo. Pouco depois, Lukaku marcou o gol que levou a partida para a prorrogação. A classificação foi confirmada nos acréscimos da etapa final do tempo extra, com um pênalti convertido que selou uma virada improvável.

Nas oitavas de final, os belgas mostraram um futebol mais sólido e não deram chances aos Estados Unidos. Jogando contra a seleção anfitriã, venceram por 4 a 1 com autoridade.

Nos bastidores, um episódio também chamou atenção. Há quem atribua um combustível extra aos belgas após a interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no cancelamento da suspensão do atacante adversário Balogun.

A comemoração de Lukaku, que dançou em provocação a Trump após marcar o quarto gol, reforçou ainda mais essa interpretação.

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