Conheça destinos que oferecem segurança e inclusão ao público LGBTQIA+
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São Paulo - Se você faz parte do público LGBTQIA+ e está planejando férias, é importante considerar lugares que são reconhecidos internacionalmente por sua infraestrutura, leis antidiscriminatórias e cultura aberta, afirmam especialistas.
Marco Lisboa, CEO e fundador da 365 Fun Fest, rede de franquias de viagens voltada para o público LGBTQIA+, destaca alguns lugares que figuram no topo dos índices globais de segurança e inclusão, com legislações que garantem direitos civis, antidiscriminação e aceitação pública.
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"Canadá, Malta, Espanha, Portugal, Islândia e Puerto Vallarta, no México, figuram no topo dos índices globais de segurança e inclusão, com legislações que garantem direitos civis, antidiscriminação e aceitação pública ampla. Alemanha, Noruega, Holanda e Bélgica também são destinos seguros que combinam programações LGBTQIA+ e acolhimento”, explica.
Ele acrescenta ainda que, além de escolher destinos acolhedores, é fundamental que os viajantes façam um planejamento atento, consultem índices de direitos humanos, verifiquem legislações locais e busquem orientações especializadas para garantir experiências turísticas ricas, inclusivas e seguras”, explica o executivo.
Já o site Skyscanner destaca São Francisco (EUA), Amsterdã (Holanda), Barcelona (Espanha), Brighton (Inglaterra), Copenhague (Dinamarca), Mykonos (Grécia) e Montreal (Canadá).
A Dinamarca, aliás, foi o primeiro país do mundo a reconhecer legalmente a união entre pessoas do mesmo sexo, um marco que ajuda a entender o ambiente social mais aberto encontrado hoje na capital.
Já Mykonos ganhou fama pela vida noturna, mas a experiência LGBTQIA+ vai além das festas e inclui belas praias como Elia Beach e Panormos. Fora da alta temporada, também funciona bem para quem busca um ritmo mais calmo, com foco em belezas naturais, gastronomia e experiências ao ar livre.
Alerta
Por outro lado, há também os locais que são menos acolhedores para este público e ainda possuem leis punitivas severas, como Egito, Irã e Arábia Saudita, onde relações entre pessoas do mesmo sexo podem ser punidas com prisão ou até a pena de morte sob interpretações de leis locais.
“Apesar de ser um país riquíssimo em história e pontos turísticos, a legislação e o contexto social do Egito impõe riscos reais, que vão desde abordagens policiais até prisões baseadas em leis vagas de moralidade. Não é um país que recomendamos visitação, pois entendemos que o turismo precisa ser sinônimo de experiência positiva, nunca de medo ou censura”, afirma Lisboa.
Já em locais com forte perseguição ou discriminação institucional, como Somália, Uganda e Iêmen, os turistas homoafetivos podem ser alvos de penalidades legais graves e riscos de segurança.
Outros países com legislações restritivas ou hostis, de diferentes regiões, ainda proíbem ou punem atos entre pessoas do mesmo sexo e não oferecem proteção antidiscriminação, o que pode resultar em situações de risco, mesmo que não haja uma pena de morte formal prevista.
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“O ideal é que viajantes reavaliem o planejamento, considerem alternativas mais seguras ou, ao menos, busquem informação atualizada junto às autoridades de seus países de origem e especialistas locais antes de embarcar. Outra opção é buscar um agente de viagem especializado no público LGBTQIA+”, explica o CEO.
Baixa temporada
Se você puder viajar fora dos feriados e na baixa temporada, pode economizar e ainda viver uma experiência com mais qualidade. Segundo a Revista Tendências do Turismo 2026, da Embratur, vem crescendo o número de viajantes que buscam não apenas destinos mais acessíveis, mas também períodos mais econômicos.
Esse movimento não significa abrir mão de experiências relevantes; pelo contrário, amplia as possibilidades, com roteiros mais flexíveis e a combinação de hospedagens econômicas e de alto padrão no mesmo destino.
Para se ter uma ideia, locais como Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis continuam sendo referências quando o assunto é turismo LGBTQIA+, mas com uma vantagem: fora de datas como Carnaval e Ano Novo, os preços podem ser até 40% mais baixos.
Há uma falsa percepção de que alguns destinos só são interessantes durante grandes eventos. Na prática, muitos desses lugares mantêm uma cena vibrante o ano inteiro, com bares, festas, cultura e espaços seguros para todos os perfis de viajantes”, afirma o Lisboa.
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