Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Seleção brasileira estreia no dia 13: boa sorte ou mau agouro?

Envato

A superstição ligada ao número 13 atravessa séculos e diferentes culturas - Envato
A superstição ligada ao número 13 atravessa séculos e diferentes culturas
Por Alessandra Taraborelli

13/06/2026 | 08h41

São Paulo - O número 13 é cercado de superstições. Há quem diga que ele dá azar, outros acham que traz sorte, e existem aqueles que apostam nele para arrumar um namorado, já que hoje, 13 de junho, é comemorado o Dia de Santo Antônio. Para deixar este dia ainda mais místico, temos a estreia do Brasil na Copa do Mundo. A seleção entra em campo contra o Marrocos às 19h (horário de Brasília).

De acordo com Sunna, oraculista e terapeuta holística do Astrocentro, a superstição ligada ao número 13 atravessa séculos e diferentes culturas. Uma das explicações mais conhecidas está associada à tradição cristã, segundo a qual os doze apóstolos, mais Jesus, participaram da Última Ceia antes da crucificação.

Para os povos antigos, como os babilônios e romanos, o número 12 era considerado perfeito, completo e sagrado, haja vista que o ano tem 12 meses, o dia e a noite são divididos em 12 horas, existem 12 signos no zodíaco e a mitologia grega consagrou 12 deuses principais no Olimpo.

Assim, o número 13 passou a representar aquilo que ultrapassa os limites já estabelecidos e inaugura uma nova etapa, algo disruptivo.

O medo do número 13, conhecido como triscaidecafobia, é tão sério em algumas culturas que grandes empresas, hotéis e companhias aéreas preferem simplesmente fingir que ele não existe para não espantar clientes.

Em muitos arranha-céus, hotéis e hospitais — especialmente nos Estados Unidos, no Reino Unido e em partes da Europa —, o 13º andar não consta no elevador. Os botões pulam direto do 12 para o 14, ou usam a letra 12B ou M, que é a 13ª letra do alfabeto. Estima-se que cerca de 80% dos prédios altos nos Estados Unidos omitam o 13º andar.

Na aviação, empresas como Air France, Iberia, Lufthansa, Ryanair e Qatar Airways adotam essa prática em boa parte de suas frotas para garantir que nenhum passageiro ansioso viaje desconfortável ou tente trocar de assento de última hora.

Por outro lado, enquanto o Ocidente foge do 13, os prédios na China, em Hong Kong e no Japão costumam esconder os números 4 e 14. Lá, a aversão ao 4, chamada de tetrafobia, é tão forte que os elevadores locais parecem verdadeiros quebra-cabeças numéricos, pulando qualquer andar que termine com o algarismo quatro.

Número da sorte

Se para uns o número 13 é sinal de azar, o mesmo não se pode dizer de Mário Jorge Lobo Zagallo. O famoso Zagallo transformou o número em seu grande amuleto.

No entanto, ao contrário do que muitos podem pensar, o amor pelo 13 não surgiu no futebol. O otimismo do ex-treinador com o número começou por causa de sua esposa, Alcina de Castro Zagallo, que era devota de Santo Antônio, cujo dia litúrgico é comemorado hoje. O casal também decidiu oficializar a união e se casar no dia 13 de janeiro de 1955, além do fato de Dona Alcina fazer aniversário em um dia 13.

A partir do casamento, Zagallo — que era um homem de muita fé — adotou o 13 não como um sinal de azar, mas como sinônimo de sorte, proteção e espiritualidade.

Como jogador profissional pelo Flamengo, Botafogo e Seleção Brasileira, ele costumava vestir a camisa 11. Contudo, quando assumiu o desafio de ser treinador no Botafogo, decidiu adotar a inscrição 13 nas costas. Como o time começou a ganhar tudo, a numeração virou sua marca registrada.

Estreia do Brasil

O Brasil estreia hoje (13/06) na Copa e Sunna avalia que o evento pode ser o sinal de uma nova fase. Ela pondera que, em uma competição deste porte, características como capacidade de adaptação, trabalho coletivo e planejamento são fundamentais.

"Quando unimos a vibração transformadora do número 13 à energia estruturadora de Saturno, encontramos uma combinação poderosa. Sob essa perspectiva simbólica, a estreia do Brasil pode ser interpretada como um convite à reinvenção, não para negar a própria história, mas para construir um novo capítulo."

Dando um empurrãozinho

Caso você queira dar uma "forcinha" para o time brasileiro, a terapeuta holística dá algumas dicas simples.

No dia da estreia, escolha um momento de tranquilidade, acenda uma vela branca em segurança e coloque ao lado um copo com água. Se desejar, acrescente uma folha de louro, símbolo tradicional de vitória, honra e reconhecimento. Respire profundamente, feche os olhos e visualize uma luz dourada envolvendo os jogadores, a comissão técnica e todos aqueles que representam o Brasil.

Depois, é só torcer. Vai, Brasil!

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Últimas Notícias