Vini Jr., Endrick ou Neymar: quem será o herói do Brasil na Copa de 2026?
Divulgação/CBF
Nova York - Procura-se um herói! Ou uma dupla de heróis na seleção brasileira. O torcedor adora futebol, mas gosta muito mais de ter para quem torcer e vibrar. A história do Brasil é carregada desses personagens em Copas do Mundo. Os últimos heróis brasileiros em Mundiais foram um 9 e 10. Ronaldo e Rivaldo. Juntos, eles levaram a seleção para a quinta conquista. Ocorreu em 2002, portanto, 24 anos atrás. Faz tempo. Ronaldo e Rivaldo fizeram história.
Há uma geração de torcedores que nunca viu o país campeão do mundo. Vale lembrar que a geração pós Copa-70 também teve de esperar os mesmos 24 anos para festejar o tetra. Essa turminha tem atualmente entre 55 e 58 anos.
Ronaldo e Rivaldo para cá, os heróis desapareceram e os vilões tomaram conta. Nas três últimas Copas, Neymar foi esse cara. O jogador foi apontado pela crítica como o responsável pelos fracassos do Brasil. Muitos torcedores também o condenaram. É claro que isso não é justo com ele. Nem um pouquinho. Mas foi assim que foi.
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O atacante carregou nos ombros a culpa das eliminações mesmo não estando em campo na maior delas, como na derrota por 7 a 1 para a Alemanha em 2014. Neymar se machucou um jogo antes. Seu nome, no entanto, simboliza os insucessos do Brasil nos últimos Mundiais. Ele sabe disso e nunca quis dividir o fardo com ninguém.
Neymar pode mudar de vilão para herói?
Mesmo assim, Neymar fez de tudo para jogar o Mundial de 2026. Mas agora numa condição diferente: embora ainda seja o camisa 10 do Brasil, ele é reserva de Carlo Ancelotti. Está machucado na panturrilha, mas vive a expectativa de jogar a competição e quebrar alguns recordes, de partidas e gols. Ele tem a oportunidade também de deixar o papel de vilão para sentir um sabor diferente em Copas: o de herói.
Aliás, como foi Messi na disputa do Catar, quatro anos atrás. Se o hexa vir e Neymar tiver participação direta nele, o Mundial terá a sua assinatura. Ele não joga na estreia neste sábado contra o Marrocos e muito provavelmente também fica fora da segunda apresentação, contra o Haiti, dia 19.
Em 1994, o brasileiro festejou outra dupla de heróis na Copa: Romário e Bebeto. Os atacantes resolveram toda a parada para a seleção nos Estados Unidos de Bill Clinton. Havia outros bons atletas, mas eles respondem até hoje pela conquista do tetra. Romário sempre teve mais peso do que Bebeto, assim como Ronaldo em relação a Rivaldo, mas eles sempre formaram uma dupla. As glórias daquelas conquistas perduram até hoje e vão sempre ser lembradas na história das Copas e do futebol mundial.
Vini é um candidato a herói
O Brasil que estreia no Mundial, sob a batuta de Ancelotti, não tem heróis nem vilões. Ainda. Marquinhos "entregou" um gol no último amistoso contra o Egito, mas era jogo-treino, felizmente para a seleção. Os heróis ainda estão escondidos. Vini Jr. pode ser um deles. Ele dá entrevista nesta sexta-feira.
Eleito o "The Best da Fifa" em 2024, o jogador do Real Madrid trabalha calado nos Estados Unidos até agora. Mas sabe que são dos seus pés que se esperam as melhores jogadas. O torcedor brasileiro confia em Vini. Mas como todo craque, ele pode ser herói ou vilão ao fim desta competição. Vini não tem o peso que Neymar tinha nas Copas passadas, mas entende que há um fardo para carregar.
Neymar também é uma aposta para "herói brasileiro", mas ele corre por fora. Precisa sarar, treinar e ser escalado. Endrick pede passagem. O atacante do Real Madrid tem muito mais carisma do que a maior parte dos jogadores acima dele na seleção. Endrick é reserva, por ora. Ele tem 19 anos. Mas sabe muito bem o que quer. É xodó de Ancelotti, mas terá de esperar a sua vez. O garoto, formado no Palmeiras, é uma espécie de arma secreta do time para o segundo tempo.
Endrick tem carisma
Endrick tem carisma e faro de gol. Contra o Egito, ele pisou no gramado em Cleveland e logo marcou um gol. A fama de ser um jogador com estrela já corre de boca em boca. O Brasil das ruas pede por Endrick. Ele tem personalidade e sabe exatamente o que quer nesta Copa do Mundo, a sua primeira de algumas mais que certamente virão. Endrick quer ser campeão do mundo e virar o mais novo herói do país.
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