Concessões do consignado privado subiram 52% em março, afirma Banco Central
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília - As concessões de crédito consignado para trabalhadores do setor privado subiram 52% em março, na comparação com fevereiro, informou o Banco Central nesta segunda-feira. O montante passou de R$ 7,146 bilhões para R$ 10,864 bilhões no período.
O saldo da modalidade cresceu 10,1% em março, para um total de R$ 101,591 bilhões. Os números refletem principalmente o comportamento do novo modelo de consignado privado, o Crédito do Trabalhador, lançado pelo governo no fim de março de 2025.
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Com isso, segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, o consignado privado foi responsável por 85% do crescimento do consignado total em 12 meses. “Se você olhar o crédito consignado ao setor privado isoladamente, ele cresceu 142% nesse período", disse. O estoque chegou a R$ 769,980 bilhões no período.
O programa ampliou a disponibilidade do consignado para outros segmentos trabalhistas, além dos celetistas, como trabalhadores domésticos, rurais, microempreendedores individuais (MEI), diretores não empregados com direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e entregadores e motoristas por aplicativo.
Com relação aos juros, a taxa média do consignado privado caiu de 59,4% ao ano em fevereiro para 56,8% em março. O governo espera que, com o Crédito do Trabalhador, o tomador migre para linhas com taxas mais baixas.
O comportamento dos juros no consignado privado, porém, tem registrado alta neste primeiro momento, refletindo a adaptação de instituições financeiras à modalidade e o interesse pelo segmento.
Cheque especial e cartão de crédito
As concessões de crédito livre dos bancos, que incluem, princpalmente, o cheque especial, o cartão de crédito e o crédito direto ao consumidor (CDC), subiram 19,4% em março, na comparação com fevereiro, para R$ 663,3 bilhões. No acumulado de 12 meses, crescem 9,1%.
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Concessões para pessoas físicas subiram 15,1% no mês, para R$ 350,4 bilhões. No acumulado de 12 meses, avançam 10,4%. As concessões para empresas subiram 24,6%, para R$ 312,8 bilhões. Em 12 meses, registram alta 7,6%.
A taxa de inadimplência nas operações de crédito livre caiu de 5,8% em fevereiro (revisado, de 5,5%) para 5,7% em março, informou o Banco Central. A taxa para pessoas físicas passou de 7,2% (revisado, de 6,9%) para 7%. A das empresas diminuiu de 3,6% (revisado, de 3,3%) para 3,5%.
Já a taxa média de juros no crédito livre para as pessoas físicas caiu ligeiramente de fevereiro para março deste ano. O juro médio do crédito livre para pessoas físicas oscilou de 61,9% para 61,5%.
A taxa do cheque especial recuou de 146,3% para 137,9%. A do crédito pessoal total saiu de 53,5% para 54,8%.
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