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Eleitores 60+ crescem 74% desde 2010 e ampliam participação eleitoral

Paulo Pinto/Agencia Brasil

Número de eleitores 60+ chegou a 36,2 milhões em 1º de março deste ano - Paulo Pinto/Agencia Brasil
Número de eleitores 60+ chegou a 36,2 milhões em 1º de março deste ano
Por Broadcast

14/04/2026 | 12h30

São Paulo - Levantamento da Nexus, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que o número de eleitores com 60 anos ou mais aptos a votar no Brasil cresceu 74% desde as eleições de 2010.

Em termos absolutos, o contingente passou de 20,8 milhões para 36,2 milhões até 1º de março deste ano. No mesmo intervalo, o eleitorado total avançou 15%, de 135,8 milhões para 156,2 milhões.

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Os números, divulgados nesta terça-feira, 14, foram consolidados em 1º de março e ainda podem crescer até 6 de maio, prazo final para o cadastro eleitoral no TSE. "Na prática, nesta eleição poderemos ter um em cada quatro votos vindo de eleitores com, pelo menos, 60 anos.

Em um cenário de forte polarização, em que o pleito de 2022 foi decidido por menos de 2 milhões de votos de diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, conquistar esse segmento é mais do que estratégico", afirmou o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

As regiões Sul e Sudeste concentram o maior peso eleitoral da faixa. Em todos os Estados destas duas regiões, ao menos 23% do eleitorado é formado por pessoas com 60 anos ou mais.

O Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional, com 29,3%, seguido por Rio de Janeiro (28%) e Minas Gerais (26%). Juntos, Rio, Minas e São Paulo (25%) reúnem aproximadamente 16 milhões de eleitores com 60 anos ou mais.

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Por outro lado, a Região Norte mantém um perfil etário mais jovem, com média de 16,5% de eleitores com 60 anos ou mais. O Amapá registra o menor porcentual do País (14,5%), seguido por Amazonas (14,7%) e Roraima (15,4%).

Comparecimento às urnas

Nas eleições gerais de 2022, dos 32,9 milhões de eleitores da chamada "geração 60+" aptos a votar, 21,6 milhões compareceram ao primeiro turno, o que corresponde a uma taxa de participação de 65,5%. Ao considerar apenas a faixa de 60 a 69 anos (voto ainda obrigatório), o comparecimento alcançou 85,7%.

Na média geral do eleitorado, a taxa de participação no primeiro turno foi de 79,1%. Já entre os eleitores com 70 anos ou mais, cujo voto é facultativo, o comparecimento ficou em 41,1%.

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A abstenção entre eleitores com 60 anos ou mais recuou nas últimas três eleições, passando de 37,1% em 2014 para 36,4% em 2018 e 34,5% em 2022. No conjunto do eleitorado, o movimento foi inverso, com alta de 19,4% para 20,3% e, posteriormente, para 20,9% no mesmo período.

Entre os maiores de 70 anos, a abstenção também caiu, de 63,6% em 2014 para 62,7% em 2018 e 58,9% em 2022, o que representou 8,8 milhões de pessoas dessa faixa etária fora das urnas no último pleito.

"Sem a obrigatoriedade do voto, os brasileiros com mais de 70 anos que participam das eleições o fazem por convicção ou identificação política", avaliou Tokarski.

O comparecimento dos eleitores com 60 anos ou mais nas urnas aumentou em 21 Estados entre 2014 e 2022, com destaque para Maranhão (+9,3 pontos porcentuais), Amazonas (+8,6 p.p.) e Ceará (+8,1 p.p.).

Em 2022, na faixa de 60 a 69 anos, Rio Grande do Sul (89,5%) e Santa Catarina (89%) registraram os maiores índices de participação, enquanto Alagoas e Acre apresentaram os menores (78,5% em ambos).

Já entre os eleitores com 70 anos ou mais, a taxa média nacional de comparecimento foi de 41,1%, com Distrito Federal (57,7%) e Roraima (57,4%) entre os mais mobilizados, e Rio de Janeiro (33,4%) e São Paulo (37,3%) com os menores níveis de participação.

(Por Geovani Bucci)

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