Israel intensifica ofensiva contra o Irã; EUA veem sinais de desgaste
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Dubai — As forças de Israel lançaram nesta segunda-feira uma nova onda de ataques “em larga escala” contra o Irã, no 24º dia da guerra no Oriente Médio. Em resposta, Teerã voltou a disparar mísseis e drones contra países árabes do Golfo Pérsico e ameaçou atingir usinas de energia que abastecem bases militares dos Estados Unidos na região.
O ultimato de 48 horas estabelecido pelo presidente Donald Trump para que o Irã normalize o tráfego no Estreito de Ormuz termina nesta segunda-feira. O líder americano ameaçou “obliterar” instalações energéticas iranianas caso a rota — por onde passa cerca de 20% do petróleo global — permaneça fechada.
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A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que poderá retaliar atacando não apenas infraestruturas energéticas ligadas aos EUA, mas também alvos econômicos e industriais associados ao país.
Paralelamente, ataques iranianos continuam mirando aliados regionais: sistemas de defesa dos Emirados Árabes Unidos interceptaram um míssil próximo à Base Aérea de Al Dhafra, em Abu Dhabi, deixando um ferido por estilhaços. Alertas também foram registrados no Bahrein, no Kuwait e na Arábia Saudita, que interceptou um míssil com destino a Riad.
'Sinais de desespero'
Em meio à escalada, o chefe do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper, avaliou que o Irã demonstra “sinais de desespero”, especialmente ao atingir alvos civis. Segundo ele, houve redução no volume de ataques iranianos ao longo do conflito: “No início, eram dezenas de drones e mísseis; agora, vemos um ou dois por vez”.
Cooper afirmou ainda que a campanha militar conduzida por Estados Unidos e Israel está “à frente ou dentro do planejado”, com foco em instalações de produção de mísseis e drones. “Não estamos lidando apenas com a ameaça atual, mas eliminando a capacidade futura”, disse, citando também ações contra ativos navais iranianos.
O almirante acrescentou que ainda não considera seguro que a população iraniana vá às ruas, apesar de declarações anteriores de Washington e Tel Aviv sugerirem expectativa de mudança interna no regime. “Eles estão lançando ataques a partir de áreas povoadas; é preciso aguardar um momento mais claro”, afirmou.
(Fonte: Associated Press)
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