Manaus enfrenta qualidade do ar péssima após semanas de fumaça na capital
Concentração de micropartículas chegou a 401,4 µg/m³ neste sábado, 17; prefeitura suspendeu atividades ao ar livre e alerta para riscos à saúde
Por Estadão Conteúdo
17/10/2026 | 15h57Reprodução/Estadão Conteúdo
Manaus enfrenta uma grave crise de qualidade do ar, com níveis de micropartículas atingindo 401,4 µ/m³, muito acima do considerado seguro, devido a queimadas na região. A situação representa um sério risco à saúde pública, especialmente para grupos vulneráveis como idosos e crianças.
A prefeitura suspendeu atividades ao ar livre até o dia 18 e recomenda medidas de proteção, como o uso de máscaras e a hidratação adequada. A fumaça é resultado de queimadas intensificadas, especialmente nas regiões Leste e metropolitana do Amazonas.
O governo federal e os estados do Amazonas e Pará estão sob investigação judicial para esclarecer ações contra a crise, enquanto a polícia investiga possíveis crimes relacionados aos incêndios. A situação é agravada pelo fenômeno climático El Niño, que tem contribuído para o aumento das queimadas na região.
São Paulo - A Defesa Civil de Manaus alertou que a capital do Amazonas atingiu uma qualidade do ar péssima neste sábado, 17, por causa da fumaça que encobre a cidade há semanas. A concentração de micropartículas no ar chegou a 401,4 microgramas por metro cúbico (µ/m³) - para comparação, a qualidade do ar é boa quando esse índice fica abaixo de 15 µ/m³.
Diante desse cenário, a prefeitura de Manaus anunciou a suspensão de atividades ao ar livre desde o dia 11 até este o domingo, 18.
A prefeitura afirmou que a concentração de partículas finas no ar é um risco à saúde pública. As pessoas mais vulneráveis incluem idosos, gestantes, crianças e pessoas com problemas respiratórios.
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Além de evitar atividades ao ar livre, a prefeitura recomenda que os habitantes de Manaus evitem manter portas e janelas fechadas quando houver muita fumaça, bebam bastante água e usem máscaras ao sair, dos modelos PFF2 ou N95.
Em caso de falta de ar intensa, dor no peito ou dificuldade para respirar, a recomendação é procurar atendimento médico com urgência. De acordo com a prefeitura, a fumaça que encobre a cidade há semanas é fruto de queimadas no interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e metropolitana.
"A Prefeitura de Manaus mantém o monitoramento contínuo da qualidade do ar e reforça que a retomada das atividades será definida com base na evolução das condições ambientais, adotando as medidas preventivas necessárias para garantir a segurança, a saúde e o bem-estar da população", comunicou o órgão em nota.
Na sexta-feira, 16, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima João Paulo Capobianco, afirmou que a polícia investiga possível atuação criminosa coordenada nos incêndios da Amazônia. Segundo o ministro, a polícia apura ainda possível motivação eleitoral nos atos.
Na terça-feira, 13, o governo federal e os Estados do Amazonas e do Pará foram alvo de uma determinação da Justiça para que prestem esclarecimento sobre as medidas tomadas para conter a crise.
Desde o início do mês, os Estados do Amazonas e do Pará têm enfrentado alta nas queimadas. No Amazonas, 36 municípios tiveram estado de emergência reconhecido pelo governo federal devido aos incêndios que atingem a floresta. As queimadas têm sido agravadas pelo fenômeno climático El Niño.
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