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Marinho diz que redução de jornada não pode engessar atividade econômica

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Marinho diz que prefere trabalhar a redução de jornada para 40 horas semanais em vez de 36 horas - Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Marinho diz que prefere trabalhar a redução de jornada para 40 horas semanais em vez de 36 horas
Por Broadcast

18/03/2026 | 19h48

Brasília - O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a defender a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mas ressaltou a necessidade de alguns setores continuarem funcionando todos os dias e disse que não se pode "engessar" as atividades econômicas, durante audiência na Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira.

"A ponderação que o governo faz é: ao analisar as PECs, caso desejem falar das 36 (horas), pensem bem nesse gradualismo, porque não caberia falar de 36 horas imediatamente", afirmou o ministro. Marinho continuou: "Então, nós preferimos trabalhar a redução de jornada para 40 horas semanais, com duas folgas na semana, e as especificidades de escala de jornada, negociação coletiva".

Leia também: Governo reclama de demora do Congresso para debater fim da escala 6X1

Em seguida, o ministro falou sobre os setores que precisam funcionar todos os dias. "A depender do que escrevemos sobre isso, nós podemos comprometer a atividade econômica, e nós não podemos engessar as atividades econômicas. Precisamos que a economia continue fluindo, funcionando bem", opinou.

PEC propõe redução para 36 horas semanais

A proposta de fim da escala 6x1 está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, sob a relatoria do deputado Paulo Azi (União-BA). São duas PECs apensadas: uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelece 36 horas semanais e 10 anos de transição, e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe 36 horas semanais, numa escala de 4x3 e um ano de transição.

De acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o projeto deve passar por uma comissão especial em abril e em maio ser submetido ao plenário, onde terá de ser apreciado em dois turnos.

(Por Victor Ohana)

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