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ONS prevê volume de reservatórios de usinas abaixo de 50% no Sudeste/Centro-Oeste

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ONS reduz estimativas para o fim de janeiro sobre a capacidade dos reservatórios das usinas hidrelétricas de todo o País - Reprodução / Youtube
ONS reduz estimativas para o fim de janeiro sobre a capacidade dos reservatórios das usinas hidrelétricas de todo o País
Por Broadcast

09/01/2026 | 13h20

São Paulo, 09/01/2026 - O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atualizou as estimativas para o mês de janeiro e passou a prever que o armazenamento nos reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste, conhecido como a “caixa d’água do País", terminará o mês abaixo dos 50% de capacidade.

De acordo com boletim da instituição, a energia armazenada (EAR), como é formalmente chamado o indicador, esperada para o submercado ao fim do mês deve ser de 46,7%. O montante está acima dos níveis atuais, que estão em 43,0%, mas caiu em relação à projeção anterior, de 52,0%.

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A redução reflete a queda nas chuvas esperadas sobre os reservatórios medidos pela Energia Natural Afluente (ENA). No Sudeste/Centro-Oeste, este indicador saiu dos 82% da Média de Longo Termo (MLT) na previsão anterior para 65% da média história, ou 42.820 MWmed.

No Nordeste, a expectativa de armazenamento também ficou abaixo dos 50%, segundo o novo boletim. A previsão foi reduzida de 53,2% para 49,6% da média de 95 anos para o mês. Se confirmado, o montante ainda representará uma alta de 2,3 p.p. em relação aos níveis atuais. A projeção de afluência também caiu na região de 48% para 41% da média histórica, ou 5.452 MWmed.

Norte e Sul 

No Norte, por sua vez, o armazenamento esperado para o encerramento do mês foi para 50,5%, redução de 9,6 p.p. em relação à estimativa anterior. Já a ENA esperada caiu de 90% da média histórica para 59%, ou 9.333 MWmed.

O Sul, por outro lado, segue como a única região do País onde se espera chuvas acima da média histórica para o mês. Lá, o ONS espera uma afluência de 7.731 MWmed, ou 102% da MLT. Apesar disso, o indicador caiu 2 p.p. em relação ao previsto anteriormente. No armazenamento, a projeção também caiu e ficou em 63,7% no encerramento de janeiro, abaixo dos 69,6% medidos hoje.

(Por Ludmylla Rocha)

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