Oscar Schmidt se recusou a jogar na NBA; veja por quê
Reprodução/Instagram @oscarschmidt14
São Paulo - A lenda do basquete brasileiro, Oscar Schmidt, que morreu hoje, aos 68 anos, além dos vários feitos em sua carreira, também chamou a atenção por ter se recusado a jogar na mais importante liga da modalidade, a NBA, nos Estados Unidos. O motivo: se aceitasse a proposta, teria que abrir da seleção brasileira.
Em entrevista ao Estadão tempos depois, Oscar afirmou não ter se arrependido de nada. "Três anos depois (de ter recusado a NBA) a gente ganhou o Pan-Americano em 1987, nos EUA. Não me arrependo nunca", afirmou o jogador.
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O Pan-Americano foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida. Vencemos dentro dos Estados Unidos, do melhor time do mundo, que já era a equipe norte-americana."
A recusa não o impediu, no entanto, de ser eternizado no Hall da Fama do basquete, em Springfield, em Massachusetts, em 2013, mesmo sem sequer ter jogado uma partida na NBA.
Oscar disputou cinco edições consecutivas de Olimpíadas (Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996), e foi o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos.
Ele é, até hoje, o maior pontuador da seleção brasileira, com 7 693 pontos, e foi por muito tempo quem mais pontuou na história do basquete até ser superado por Lebron James, em 2024. O astro da NBA ultrapassou a marca de 49.737 pontos do brasileiro, um dos principais responsáveis pela popularização do basquete no Brasil.
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Medalhista de ouro no Pan-Americano de Indianápolis-1987, o ala de talento incomum ganhou também títulos sul-americanos com a seleção brasileira masculina de basquete (1977, 1983 e 1985). Ídolo da modalidade no País, ele conquistou três bronzes importantes para sua história: no Mundial das Filipinas-1978, Pan de San Juan-1979 e Copa América do México-1989.
O Mão Santa defendeu Palmeiras, no qual iniciou sua trajetória, Corinthians, Flamengo e Clube Sírio, além de ter tido passagens por times da Espanha e da Itália.
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