Presa em São Paulo delegada suspeita de ligação com PCC
© Layla Lima Ayub/Instagram
16/01/2026 | 13h12
São Paulo, 16/01/20026 - A delegada Layla Lima Ayub ,que tomou posse em 19 de dezembro do ano passado, foi presa temporariamente hoje, em São Paulo. Ela é suspeita de advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão foi feita durante a realização da operação Serpens.
A investigação se deu a partir de imagens publicadas nas redes sociais, mostrando Layla Lima acompanhada do namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, vulgo Dedel. O homem é considerado pelas autoridades como sendo integrante do PCC e chefe do tráfico de armas e drogas em Roraima. A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão temporária de ambos.
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"O crime organizado tem se infiltrado em carreiras públicas e estruturas de Estado. Mas em São Paulo, graças aos setores de inteligência, isso tem sido coibido". Afirmou o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio Costa
A ação, realizada hoje contou com o apoio dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e do Pará. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e Marabá, alem de dois mandados de prisão temporária.
Quem é a policial presa
Layla Lima Ayub é formada em direito pela faculdade do Espírito Santo, em 2016. Ela cursou pós-graduação em direito penal, direito constitucional, docência no ensino superior, direito processual penal, ciência forense e perícia criminal.
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Entre 2014 e 2022, atuou como policial militar no Espírito Santo. Antes, foi estagiária na Defensoria Pública capixaba e também passou a integrar a Comissão da criança e do adolescente da OAB Subseção Marabá, no Pará
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