SP cria sistema de alertas diários para prevenir impactos do El Niño
Governo paulista anuncia boletins meteorológicos para municípios e mobilização de equipes conforme a gravidade das condições climáticas
Por Pedro Marques
21/10/2026 | 08h00Fernando Frazão/Agência Brasil
O Governo de São Paulo implementou novas medidas para mitigar os impactos do El Niño, incluindo a emissão diária de boletins meteorológicos e a classificação de riscos regionais, visando proteger a população de eventos climáticos extremos.
Essas ações fazem parte da estratégia 'São Paulo Sempre Alerta – Operação El Niño 2026/2027' e do Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas, que conta com 181 iniciativas e investimentos de R$ 29 bilhões.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) elaborará boletins diários com previsões e níveis de risco, permitindo que as administrações municipais se preparem adequadamente para situações de emergência, com um sistema de classificação em quatro níveis de risco.
São Paulo - O Governo de São Paulo anunciou novas medidas para preparar os municípios para os efeitos do El Niño e reduzir os riscos provocados por eventos climáticos extremos. Entre as ações estão a emissão diária de boletins meteorológicos para as defesas civis municipais, a classificação regional dos níveis de risco e a mobilização de equipes conforme a gravidade de cada situação.
As iniciativas serão coordenadas pela Defesa Civil estadual e integram a estratégia São Paulo Sempre Alerta – Operação El Niño 2026/2027, criada para reforçar a prevenção diante de ameaças como tempestades e ondas de calor.
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As novas medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla de enfrentamento às mudanças climáticas, desenvolvida pelo governo paulista de forma contínua desde 2023. O Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC) reúne 181 iniciativas integradas, com investimentos previstos de R$ 29 bilhões.
Riscos regionais
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil de São Paulo passará a elaborar diariamente boletins com previsões meteorológicas e a indicação dos riscos para cada regional do estado. Um segundo informe trará uma previsão para os dois dias seguintes.
A proposta é permitir que as administrações municipais recebam informações antecipadas e tenham condições de organizar medidas preventivas e emergenciais para proteger a população.
O sistema contará com quatro níveis de risco, identificados pelas cores verde, amarelo, laranja e vermelho. A classificação levará em conta não apenas a intensidade do fenômeno meteorológico, mas também o risco de impactos em cada região. A mudança de cor nos mapas vai orientar a mobilização da Defesa Civil e de outras secretarias estaduais.
“Nós trouxemos novas tecnologias para essa Operação e teremos o monitoramento permanente das condições climáticas de todo o estado. Sempre que houver qualquer ameaça mudaremos a cor no mapa indicando o nível do risco e isso vai direcionar nossa mobilização e também das demais secretarias”, destacou o secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel PM Araújo Monteiro, por meio de comunicado.
Entenda o significado de cada nível de risco
A escala de cores determina quais medidas devem ser adotadas pelo poder público, desde o acompanhamento das condições meteorológicas até a mobilização de estruturas para responder a emergências.
- Verde – Observação: indica condições de normalidade, com monitoramento contínuo.
- Amarelo – Atenção: sinaliza condições meteorológicas adversas com potencial de causar impactos. Exige acompanhamento reforçado e preparação.
- Laranja – Alerta: representa o agravamento do cenário, com risco elevado ou possibilidade iminente de impactos relevantes. Prevê ampliação das medidas preventivas e mobilização gradual das estruturas, podendo incluir reuniões extraordinárias do Gabinete Especial.
- Vermelho – Emergência: indica a ocorrência de impactos relevantes e exige mobilização integrada das equipes e dos recursos necessários para atender à situação.
Nos níveis verde e amarelo, a prioridade é acompanhar as condições e preparar as equipes. A partir do alerta laranja, a atuação passa a incluir medidas mais intensas de prevenção e mobilização. No nível vermelho, as estruturas estaduais necessárias à resposta são acionadas para reduzir os riscos à população.
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