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Vice dos EUA: Irã pode ter acesso a fundo de US$ 300 bi se cumprir acordo

Reprodução/whitehouse.gov/

Segundo JD Vance, o acesso ao fundo depende de compromissos cumpridos - Reprodução/whitehouse.gov/
Segundo JD Vance, o acesso ao fundo depende de compromissos cumpridos
Por Broadcast

15/06/2026 | 20h28 ● Atualizado | 23h47

São Paulo - O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse que o Irã pode ter acesso a US$ 300 bilhões de um fundo de reconstrução, financiado por uma coalizão do Golfo, se Teerã cumprir com suas obrigações.

A afirmação ocorre no dia seguinte ao anúncio feito pelo presidente americano, Donald Trump, e o premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, um dos mediadores, de que os EUA e Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo. A trégua foi vista como um sinal de que a guerra, que já dura três meses e meio, matou milhares de pessoas e abalou a economia global, pode se encerrar.

Sharif, peça fundamental nas negociações, confirmou nas redes sociais que uma “cerimônia oficial de assinatura ocorrerá na sexta-feira (dia 19), na Suíça”.

Vance também afirmou que não procede a informação de que bilhões de ativos serão liberados como parte do acordo. "Isso não é verdade. O que é verdade é que os iranianos terão um futuro melhor, mais próspero, se honrarem os compromissos feitos no acordo.”

Vance disse que os detalhes técnicos serão discutidos também na sexta-feira.

Hezbollah e Israel reagem

O Hezbollah felicitou a República Islâmica do Irã pela assinatura de um memorando de entendimento com os Estados Unidos, classificando o acordo como uma "grande conquista" que, segundo o grupo libanês, levou a um cessar-fogo completo em todas as frentes do conflito, incluindo o Líbano. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 15, a organização atribuiu o resultado à "resistência lendária" do povo iraniano e de sua liderança.

O grupo elogiou o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmando que ele conduziu o processo com "sabedoria, coragem e discernimento sem precedentes". O Hezbollah também saudou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o governo e as Forças Armadas do país, incluindo a Guarda Revolucionária (IRGC, na sigla em inglês).

Apesar de celebrar o entendimento, o Hezbollah afirmou que o acordo representa apenas uma etapa rumo à "libertação completa do território", ao retorno dos prisioneiros e à volta dos deslocados às suas aldeias. O grupo orientou a população a aguardar instruções oficiais antes de regressar às áreas afetadas pela guerra.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por seu lado, disse que a "luta não acabou" contra o Irã, após o acordo de paz. "Teremos que continuar em guarda e nos defendendo sempre que necessário" enfatizou.

Em sua primeira coletiva de imprensa após o anúncio da trégua, Netanyahu reiterou que Teerã nunca terá armas nucleares. "Salvamos o Estado de Israel da ameaça de aniquilação nuclear, porque o Irã avançava a toda velocidade em direção à energia nuclear”, frisou.

Segundo ele, acordos precisam ser acompanhados de ameaças militares e Israel causou um dano imenso à economia iraniana. Sobre o Líbano, Netanyahu comentou que seu país ficará na zona de segurança libanesa pelo "tempo que for necessário" e também nas zonas tampão da Faixa de Gaza e da Síria. (Por Patricia Lara, Pedro Lima e Thais Porsch)

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