Zelensky exige Europa em negociação para fim da guerra com a Rússia
RS/via Fotos Publicas
Londres - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu neste domingo (7) que a Europa participe diretamente de qualquer negociação para encerrar a guerra com a Rússia. O presidente ucraniano deu a declaração ao chegar a Londres para conversas com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. As informações são da Associated Press.
A reunião ocorre em meio a novos ataques russos contra a Ucrânia, incluindo uma ofensiva com drone perto da usina nuclear de Chernobyl.
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Em publicação na plataforma X, Zelensky afirmou que o encontro terá como foco o reforço da defesa ucraniana, a cooperação em defesa aérea e uma visão comum sobre as perspectivas diplomáticas.
A Europa deve estar nas negociações e deve ser forte", escreveu.
Segundo ele, também está prevista para segunda-feira uma reunião com o rei Charles III.
O encontro em Londres reúne Ucrânia, Reino Unido, França e Alemanha. Os três países europeus estão entre os principais apoiadores de Kiev desde a invasão russa em larga escala, em fevereiro de 2022. Reino Unido e França também lideram a chamada "coalizão dos dispostos", iniciativa voltada a fornecer garantias de segurança à Ucrânia como parte de um eventual processo de paz.
A agenda diplomática ocorre após um ataque russo com drone matar três pessoas que esperavam em um ponto de ônibus em Balabyne, na região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia. Outra pessoa ficou ferida, segundo Ivan Fedorov, chefe da administração militar regional, em publicação no Telegram.
Em outro ataque, um drone atingiu um centro de armazenamento de combustível nuclear usado na região de Kiev, a 15 quilômetros da usina nuclear de Chernobyl, informou o Estado-Maior da Ucrânia. O ataque provocou um incêndio, que foi extinto em uma hora. Segundo as autoridades ucranianas, os níveis de radiação permanecem dentro da normalidade.
Sem perspectiva de término
Zelensky afirmou que a Rússia atacou deliberadamente uma instalação de infraestrutura nuclear. Segundo ele, Moscou lançou, na última semana, 88 mísseis, mais de 3.250 drones de ataque e cerca de 1.800 bombas aéreas guiadas contra a Ucrânia.
A pressão sobre a Rússia deve ser aumentada", escreveu.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, disse que o incidente é "profundamente preocupante", diante da grande quantidade de material nuclear armazenada na instalação. Segundo ele, a agência deve visitar o local do ataque em breve.
Na Rússia, um ataque ucraniano matou um homem e feriu uma mulher na região de Kursk, disse o governador local, Alexander Khinshtein.
Os ataques russos ocorreram depois de uma ofensiva ucraniana com drones em larga escala contra São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia. A ação, realizada no sábado, reforçou a capacidade de Kiev de atingir alvos em território russo e ocorreu menos de 24 horas após o encerramento do principal fórum econômico da cidade.
Com a linha de frente praticamente parada, em meio ao uso intenso de drones, os dois lados têm buscado vantagem por meio de ataques de longo alcance. A guerra iniciada com a invasão russa da Ucrânia já dura mais de quatro anos e segue sem perspectiva de término.
Na sexta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou a oferta de Zelensky para uma reunião e disse que não via "nenhum sentido" em um encontro.
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