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Cidade do interior de SP cria projeto para adaptar ruas ao envelhecimento

Plano de mobilidade da Prefeitura de Indaiatuba prioriza o tempo de travessia dos idosos em semáforos e travessias urbanas

Bárbara Ferreira

Por Bárbara Ferreira

13/10/2026 | 17h12

Reprodução/Prefeitura de Indaiatuba

O envelhecimento afeta o tempo que uma pessoa leva para atravessar a rua - Reprodução/Prefeitura de Indaiatuba
O envelhecimento afeta o tempo que uma pessoa leva para atravessar a rua
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O projeto 'Travessia Segura 60+', da Prefeitura de Indaiatuba, visa tornar a cidade mais acessível para idosos, adaptando semáforos e travessias para atender às necessidades dessa população em crescimento. A iniciativa busca garantir que o planejamento urbano considere o envelhecimento e promova a segurança dos pedestres mais velhos.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Graziela Milani, destaca a importância de acolher adequadamente a população idosa e melhorar sua mobilidade. Atualmente, o projeto está em fase de análise das condições das travessias selecionadas, levando em conta sinalização e infraestrutura.

Uma ação de sensibilização, utilizando um 'simulador de empatia etária', foi realizada para ajudar os jovens a compreender os desafios enfrentados pelos idosos ao se deslocarem pela cidade.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Com o crescente envelhecimento da população brasileira, as cidades precisam adaptar os espaços públicos aos longevos. Especialistas apontam que as limitações de mobilidade que podem surgir na velhice precisam ser consideradas no planejamento urbano.

O projeto 'Travessia Segura 60+', da Prefeitura de Indaiatuba, em São Paulo, é um exemplo disto. Este propõe que a cidade seja pensada para garantir acessibilidade, ao verificar que o tempo necessário para fazer uma travessia muda com o avanço da idade.

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Segundo a gestão municipal, o envelhecimento exige mudanças em semáforos e paradas, para torná-los acessíveis e seguros aos pedestres idosos. Inicialmente, quatro pontos da cidade foram mapeados para o projeto:

  • faixa elevada da Av. Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, em frente ao Espaço Bem Viver;
  • semáforo para pedestres em frente ao Hospital Dia;
  • faixa elevada em frente ao Parque Mall;
  • travessia do Coni (Comunidade Negra de Indaiatuba)

Segundo a analista comportamental Tati Garcia, gerontóloga e colunista do VIVA, o poder público deve pensar em como aplicar empatia no processo de inovação. "Neste projeto, a intenção é, por meio de tecnologia, fazer com que a cidade seja acessível para todo mundo, para todas as diferentes idades", afirmou.

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Indaiatuba, Graziela Milani, a projeção do envelhecimento de Indaiatuba indica que, em 2035, a cidade vai precisar de mais Centros-Dia do que creches para recém-nascidos. "A Prefeitura está preocupada em dar o melhor a acolhimento para a longevidade da população", disse.

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Como que essas pessoas vão circular pela cidade? Quantas pessoas estarão mais confortáveis ao atravessar, fazer uma travessia segura?"
Graziela Milani, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Indaiatuba

No momento, o projeto está em fase de levantamento e análise das condições das travessias selecionadas. Segundo a Prefeitura, serão considerados aspectos como: sinalização, infraestrutura, condições de acessibilidade e, nos locais semaforizados, os tempos destinados à travessia.

Simulador de empatia etária

Uma das etapas do projeto foi uma ação de sensibilização para que pessoas mais jovens possam entender os desafios enfrentados pela população idosa durante os deslocamentos urbanos. Para isso, usaram um "simulador de empatia etária", uma roupa que simula os efeitos do envelhecimento. Foram 10 segundos a mais de travessia quando usado o simulador, que afeta visão, audição, equilíbrio e mobilidade. 

Tem que tirar da cabeça que empatia é se colocar no lugar do outro. Não existe isso. É impossível. Empatia é encontrar formas de se colocar à disposição do outro. Se colocar disponível ao lado do outro.
Tati Garcia, analista comportamental e gerontóloga

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