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INSS e Bolsa Família: o que Lula e Flávio disseram no debate da Band

Candidatos trocaram acusações relacionadas ao esquema bilionário de desvio das aposentadorias e pensões de beneficiários da Previdência Social

Broadcast Pedro Marques

Por Broadcast e Pedro Marques

19/10/2026 | 08h31

Band/Reprodução

Lula e Flávio Bolsonaro trocaram acusações sobre o INSS e o Bolsa Família - Band/Reprodução
Lula e Flávio Bolsonaro trocaram acusações sobre o INSS e o Bolsa Família
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O debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro destacou as políticas para aposentados e a gestão do INSS, com ambos os candidatos trocando acusações sobre corrupção e fraudes no sistema previdenciário.

Flávio Bolsonaro criticou a administração petista, alegando que 5 milhões de segurados foram lesados por cobranças indevidas, enquanto Lula defendeu suas ações de combate à corrupção e a valorização do salário mínimo para aposentados.

Bolsonaro prometeu criar o 'Ministério da Prosperidade' para apoiar famílias endividadas, enquanto Lula enfatizou a importância do Bolsa Família e justificou um recente reajuste de 15% no benefício, que foi considerado legal pelo STF.

Resumo gerado por IA

São Paulo - As políticas voltadas aos aposentados, a gestão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o futuro dos programas de transferência de renda como o Bolsa Família dividiram o centro do palco no debate presidencial promovido pelo pool Band/Estadão. Na maior parte do confronto, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram ataques em relação aos casos de corrupção no INSS.

Enquanto o parlamentar centrou fogo em denúncias de descontos indevidos em benefícios previdenciários e na autoria do piso de R$ 600 do Bolsa Família, o petista apostou na valorização real do salário mínimo para aposentados e justificou a dinâmica de reajustes dos programas sociais de seu governo.

Fraudes no INSS

O tema da Previdência Social foi puxado por Flávio Bolsonaro, que acusou administrações petistas de conivência com esquemas que teriam lesado cerca de 5 milhões de segurados do INSS por meio de cobranças sindicais automáticas na folha de pagamento.

O senador questionou o presidente sobre a lobista Roberta Luchsinger, que é suspeita de ter negócios com o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o "Careca do INSS", acusado de comandar o esquema bilionário de desvio das aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social

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Flávio afirmou que Roberta teria sociedade com um dos filhos do presidente, conhecido como Lulinha, e cobrou explicações sobre sua permanência na Espanha. "Cadê o Lulinha?", perguntou. Lula respondeu que Roberta é uma questão da Polícia Federal e afirmou que o filho disponibilizou sua conta bancária e seu telefone para investigação.

"Se tiver investigação, se tiver problema, será investigado. Seja meu filho, seja meu irmão, seja qualquer um”, disse o presidente. Lula também acusou Flávio de manter um escritório com o chamado "Careca do INSS". O senador negou e afirmou que a campanha petista se baseia em mentiras.

Ao ser novamente questionado sobre o filho, Lula voltou-se contra um dos irmãos do adversário. "O seu irmão está fugido nos Estados Unidos tramando contra o Brasil", afirmou, citando pedidos de intervenção do presidente americano, Donald Trump.

O senador citou o irmão de Lula, Frei Chico, ligado a entidades sindicais, e declarou que seu governo terá tolerância zero com fraudes.

"Cada R$ 20 faz falta para quem vive de aposentadoria. Minha avó é professora aposentada do Estado e sei como é difícil. No meu governo, ninguém vai roubar aposentado", discursou o candidato do PL, lembrando ainda medidas provisórias editadas no governo de Jair Bolsonaro com o objetivo de frear desvios no instituto.

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Em resposta, Lula afirmou que o esquema investigado pela Polícia Federal havia sido herdado da gestão anterior. O presidente sustentou que sua gestão agiu com rigor para reprimir as irregularidades. "Conseguimos debelar essa quadrilha, prendemos muita gente, já arrecadamos R$ 6 bilhões da quadrilha e já pagamos R$ 3,5 bilhões de volta aos aposentados", rebateu.

Na seara econômica, o petista enfatizou a retomada da política de aumento real do salário mínimo — com reajustes que somam a inflação à variação do Produto Interno Bruto (PIB) —, frisando o impacto direto no piso previdenciário. "Se o PIB cresceu 3% ou 4%, temos que dar isso aos aposentados pelo que fizeram pelo país", disse Lula, contrastando seu modelo com a política do adversário.

Bolsa Família

O Bolsa Família também gerou atritos acentuados. Flávio reivindicou o legado de seu grupo político na formatação do benefício: "Foi o presidente Bolsonaro que passou para no mínimo R$ 600 o Bolsa Família. Na época do governo Lula, a média era em torno de R$ 190". O senador assegurou a manutenção do valor e prometeu criar o "Ministério da Prosperidade", visando estimular a autonomia financeira e renegociar o endividamento das famílias com carência de seis meses para pessoas físicas.

Já Lula defendeu o programa como pilar de um amplo projeto de inclusão social e confrontou o adversário sobre a inflação de alimentos. O petista também abordou a polêmica envolvendo o recente reajuste de 15% no benefício, concedido às vésperas do primeiro turno.

"Cometeram um equívoco na Fazenda. Quando eu descobri, eu mandei pagar. Pagar a reposição inflacionária é obrigação e é lei", justificou o mandatário, minimizando questionamentos sobre o cronograma eleitoral da medida, cuja legalidade havia sido confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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(Com informações de Geovani Bucci, Mariana Ribas e Naomi Matsui, da Broadcast)

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