Lula questiona sobre SUS; Flávio faz mea culpa sobre saúde com Bolsonaro
Declaração do senador ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticar a condução da pandemia de covid-19
Por Broadcast
19/10/2026 | 08h54Band/Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro reconheceu falhas na gestão da saúde durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, em resposta às críticas do presidente Lula sobre a condução da pandemia de covid-19, que resultou em mais de 700 mil mortes no Brasil.
Flávio destacou que a administração enfrentou desafios sem precedentes e mencionou a compra de vacinas como um ponto positivo, enquanto Lula criticou a falta de ações científicas adequadas e a promoção de medicamentos ineficazes durante a crise.
Durante o debate, Flávio apresentou propostas para renegociar dívidas e defendeu a criação de um Ministério da Prosperidade, enquanto Lula enfatizou a recuperação dos hospitais federais e melhorias no diagnóstico e tratamento de câncer.
São Paulo - O senador Flávio Bolsonaro (PL) fez um mea culpa sobre os resultados da saúde no governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o debate Band/Estadão deste domingo. A declaração ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticar a condução da pandemia de covid-19 sob o governo Bolsonaro, quando mais de 700 mil brasileiros morreram, e questionar o adversário sobre seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS). "Nós temos pessoas que morreram nesse País, das quais quase metade poderia ter sido salva", disse Lula.
"De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea culpa", respondeu Flávio. O senador ponderou que o governo enfrentou dois anos de uma pandemia causada por uma doença nova, que, segundo ele, ninguém sabia direito como combater. "O Bolsonaro deu o seu melhor", disse.
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Flávio também citou a compra de vacinas na gestão do pai e ironizou o adversário. "O Lula tomou vacina, né? Quem comprou vacina? O presidente Bolsonaro. Tem Bolsonaro dentro do Lula."
Lula havia afirmado que o governo anterior deveria ter ouvido a ciência e os médicos, evitado a falta de vacinas e de oxigênio e não recomendado cloroquina. O petista atribuiu à condução da crise sanitária parte das mortes por covid-19 no País. "Vocês não gostam do SUS?", perguntou.
Na réplica, o presidente defendeu a ampliação do Mais Médicos e afirmou que sua gestão trabalha para recuperar os seis hospitais federais do Rio de Janeiro. Também disse que o governo busca garantir o diagnóstico e o início do tratamento de câncer em até 30 dias. "Estamos caminhando para chegar nesse ponto no Brasil", afirmou.
Ao retomar a palavra, Flávio passou a apresentar propostas para renegociar dívidas. O senador prometeu que, em um eventual governo, haverá carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas, além de crédito barato e de longo prazo. Também voltou a defender a criação de um Ministério da Prosperidade.
(Por Geovani Bucci, Mariana Ribas e Naomi Matsui)
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