TSE determina que Meta esclareça supostas restrições a posts de Lula
Tribunal dá 48 horas para a empresa esclarecer suposta restrição seletiva a posts; empresa diz que acusações são falsas e sem provas
Por Broadcast
10/10/2026 | 18h08Adobe Stock
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu que a Meta, proprietária do Facebook e Instagram, esclareça em 48 horas sobre alegações de restrição seletiva de conteúdo da campanha do PT, o que pode impactar a equidade no processo eleitoral.
A campanha do PT acusa a Meta de interferência nas eleições, citando uma rede de 255 perfis automatizados que atacaram candidatos, o que levanta preocupações sobre a imparcialidade das plataformas digitais na disputa.
O TSE determinou que a Meta preserve registros e explique as medidas aplicadas aos perfis de Lula, além de esclarecer anomalias em métricas de visualizações, enquanto a empresa nega as acusações e afirma cumprir as normas eleitorais.
Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou neste sábado, 10, que a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, preste esclarecimentos sobre possível restrição seletiva de conteúdo da campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) em 48 horas.
Após a resposta da Meta, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar, e o pedido de tutela de urgência será então apreciado.
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Mais cedo, a campanha do petista acusou a empresa de tentativa de interferência no processo eleitoral e disse que iria acionar o TSE.
A coligação sustenta que a plataforma tem restringido de forma seletiva a entrega de postagens da campanha e de perfis de seu campo político, comprometendo a paridade de armas na disputa.
Cita ainda a atuação de uma rede de 255 perfis no Instagram geridos por inteligência artificial, que teria alcançado 58 milhões de visualizações em um mês atacando Lula, o PT e a primeira-dama Janja da Silva. O levantamento é do projeto VigIA, da Agência Lupa, entre 1º e 5 de outubro. O Tribunal também oficiou a Lupa e o Instituto Democracia em Xeque para que apresentem a metodologia de seus levantamentos.
A Meta afirmou, em nota, que as alegações são “simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”. “As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, afirmou a Meta, em nota.
Veja as determinações feitos à Meta pelo TSE
- preservar todos os registros, logs de moderação, dados de anúncios e métricas relacionados ao caso;
- informar, perfil a perfil, todas as medidas aplicadas desde 16 de agosto aos perfis oficiais de Lula e às contas de terceiros como redução de alcance, exclusão de recomendação, restrição de busca, etc;
- explicar as anomalias nas métricas dos vídeos publicados em 7 de outubro, inclusive se houve recontagem ou expurgo de visualizações;
- especificar o fundamento concreto da desabilitação da conta de anúncios da campanha em 23 de setembro;
- demonstrar se identificou a rede de 255 perfis e quais providências adotou;
- descrever como aplica a regra de exclusão de perfis de candidatos dos sistemas de recomendação (art. 28, § 1º-A, da Res.-TSE nº 23.610/2019) e se o faz de forma idêntica para as duas candidaturas.
(Por Mateus Maia)
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