Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Anvisa autoriza estudo com proteína que pode regenerar lesões na medula

Foto: Freepik

O estudo clínico de fase 1 contará com participantes entre 18 e 72 anos, todos com lesão medular completa e aguda que devem ter ocorrido há menos de 72 horas - Foto: Freepik
O estudo clínico de fase 1 contará com participantes entre 18 e 72 anos, todos com lesão medular completa e aguda que devem ter ocorrido há menos de 72 horas
Por Emanuele Almeida

05/01/2026 | 18h21

São Paulo, 05/01/2026 — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira, 5, a primeira pesquisa clínica para investigar a segurança da polilaminina em pacientes com lesão aguda na medula. A proteína demonstrou capacidade de regenerar lesões e, com o aval, cinco voluntários receberão a substância.

Leia também: Descoberta no Brasil pode ajudar a restaurar mobilidade após lesão medular; entenda

O estudo clínico de fase 1 contará com participantes entre 18 e 72 anos, todos com lesão medular completa e aguda que devem ter ocorrido há menos de 72 horas, além disso, os pacientes precisam ter indicação cirúrgica. A aplicação da polilaminina será única, feita diretamente na área lesionada, com acompanhamento rigoroso para monitorar possíveis reações.

Antes da autorização formal, a polilaminina foi aplicada experimentalmente em alguns pacientes por meio de decisão judicial. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, dois casos de lesão medular completa apresentaram retomada parcial de movimentos e sensibilidade, segundo pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, entre 250 mil e 500 mil pessoas no mundo sofrem lesão medular a cada ano, condição até então sem tratamento medicamentoso efetivo. Se a fase da avaliação da segurança da polilaminina for positiva, o estudo poderá avançar para as fases 2 e 3 que buscam comprovar a eficácia do tratamento com a proteína. 

O que é polilaminina?

A polilaminina é um medicamento experimental derivado da laminina, uma proteína da placenta naturalmente presente no organismo que atua no desenvolvimento do sistema nervoso durante a fase embrionária.

A inovação da polilaminina reside no estado físico em que é aplicada no tecido lesionado. Fora do organismo, a laminina convencional perde parte de sua função biológica; contudo, na forma de polilaminina, ela recupera a capacidade de atuar de maneira similar ao desenvolvimento do sistema nervoso original.

Quando ocorre uma lesão medular, forma-se uma cicatriz que bloqueia o crescimento dos prolongamentos dos neurônios (axônios). A aplicação da polilaminina permite a reestruturação desse local, promovendo a reconexão neuronal e a regeneração do tecido.

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias