Incêndios no Amazonas: saiba como a Força Nacional do SUS atua nas cidades
Ibama e ministérios formam força-tarefa com 290 brigadistas para combater queimadas e proteger a saúde da população em 12 municípios
Por Emanuele Almeida
19/10/2026 | 10h19Vinícius Mendonça/Ibama
O Ministério da Saúde está colaborando com o governo do Amazonas e prefeituras para mitigar os impactos dos incêndios florestais na saúde pública, identificando 12 municípios que precisam de apoio nos serviços de saúde.
A intensificação das queimadas e a estiagem resultaram na declaração de emergência em 36 municípios, aumentando os riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente entre crianças, idosos e gestantes.
São Paulo - Para conter os impactos do incêndios florestais sobre a rede de atendimento de saúde no Amazonas, o Ministério da Saúde estabeleceu uma articulação com o governo estadual e as prefeituras locais para prestar suporte à gestão e realizar visitas técnicas nas áreas mais afetadas. Até o momento, o levantamento federal identificou 12 municípios que necessitam de apoio direto nos serviços de saúde.
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Áreas de atuação
A pasta concentrou as seguintes atividades:
- Atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS): equipes foram mobilizadas para elaborar um diagnóstico situacional detalhado da rede de assistência local, orientando a reorganização dos serviços e o fluxo de atendimento;
- Garantia do abastecimento de oxigênio: o Ministério acompanha o consumo e a capacidade de fornecimento de oxigênio nas unidades hospitalares e nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Embora a gestão e a compra desses insumos sejam de responsabilidade dos gestores locais no SUS, a pasta federal pode acionar o poder de compra emergencial e o apoio logístico das Forças Armadas para assegurar o reabastecimento em cenários de calamidade.
Contexto
A intensificação dos incêndios florestais, aliada a uma severa estiagem e ao acúmulo de fumaça na região amazônica, levou o governo do estado do Amazonas a decretar situação de emergência em 36 municípios.
A exposição prolongada à fumaça representa um risco direto à saúde pública, podendo provocar ou agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. Entre os grupos populacionais que exigem atenção médica prioritária estão:
- Crianças;
- Idosos;
- Gestantes e pessoas com enfermidades preexistentes.
Combate ao fogo
Na frente ambiental e operacional, o Ibama e os ministérios da Defesa e da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) atuam em força-tarefa para combater as queimadas e estruturar as bases locais com envio de um reforço de 290 brigadistas federais para atuar diretamente em campo.
As operações em conjunto já resultaram na contenção e extinção de 303 focos de fogo no estado. Para isso, a força-tarefa mobilizou aeronaves de combate e suporte, incluindo aviões Air Tractor para lançamentos precisos de água, aeronaves KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) para grandes volumes de água, helicópteros para o transporte de equipes e equipamentos em áreas de difícil acesso e avião Caravan para apoio logístico.
Por meio do Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon), viabilizado pelo MIDR, foram repassados R$ 45 milhões desde 2024 para equipar o Corpo de Bombeiros Militar do estado com novas viaturas, equipamentos de segurança e bases de operação.
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