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Saiba como diferenciar os sintomas de gripe de outras doenças respiratórias

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Sinais como tosse, cansaço e febre, comuns nesta época do ano, podem ser facilmente confundidos com um simples resfriado - Adobe Stock
Sinais como tosse, cansaço e febre, comuns nesta época do ano, podem ser facilmente confundidos com um simples resfriado
Por Emanuele Almeida

06/04/2026 | 10h21

São Paulo - O Brasil tem registrado um aumento contínuo nos casos de Influenza A e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com a crescente circulação de vírus respiratórios, a população pode se confunfir com a semelhança dos sintomas da gripe com outras infecções, especialmente a tuberculose, o que pode atrasar diagnósticos e agravar o quadro de saúde pública.

Leia também: Fiocruz alerta para aumento de casos de gripe e reforça vacinação

O boletim aponta que 14 das 27 capitais brasileiras já apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco.  Diante desse contexto, sinais como tosse, cansaço e febre, comuns nesta época do ano, podem ser facilmente confundidos com um simples resfriado. No entanto, saber identificar a origem desses sintomas é crucial.

Como diferenciar as doenças respiratórias?

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria (bacilo de Koch) e, assim como muitas viroses, é transmitida pelo ar. O especialista em medicina da família do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim" (CEJAM), Gustavo Vinent, explica que é comum que os sinais iniciais dessas doenças sejam interpretados de forma equivocada como quadros mais simples do cotidiano.

Para auxiliar na identificação, o especialista aponta as principais diferenças entre as doenças:

  • Infecções virais (como gripe e resfriado): caracterizam-se por febre variável, mal-estar geral e dores no corpo;
  • Rinite alérgica: apresenta espirros frequentes, coceira no nariz e nos olhos, secreção clara, mas com ausência de febre;
  • Sinusite: causa dor ou pressão facial e secreção mais espessa e persistente.
  • Tuberculose: o principal indicativo de alerta é a tosse por três semanas ou mais (seca ou com secreção). Além disso, o paciente pode apresentar febre (geralmente no fim do dia), suor noturno, cansaço excessivo e perda de peso sem causa aparente.

O perigo da automedicação 

Com o aumento dos casos de gripe, muitas pessoas recorrem ao uso indiscriminado de antigripais e descongestionantes nasais.  Vinent alerta sobre os riscos de mascarar os sintomas com essas medicações:

“Esse comportamento pode retardar a identificação da doença, comprometer o início do tratamento e favorecer a transmissão”.

O especialista também destaca a importância de estar atento aos fatores ambientais nesta época do ano, afirmando que “as oscilações térmicas e a baixa umidade ressecam as vias aéreas e prejudicam os mecanismos de defesa do organismo, facilitando a entrada de vírus e bactérias”. Por esse motivo, quadros persistentes merecem atenção redobrada.

Prevenção e tratamento

Para se proteger do atual surto de vírus respiratórios, a vacinação é a estratégia mais eficaz. Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe, reforça que a imunização gratuita pelo SUS é fundamental para proteger os grupos prioritários — como idosos, crianças e pessoas com comorbidades — contra os casos graves e óbitos por gripe.

O uso de máscaras e a higienização das mãos também são fortemente recomendados em estados com alta de SRAG.

Leia também: Alerta de gripe: veja vacinas que devem ser tomadas em 2026

No caso da tuberculose, a doença tem cura e o tratamento integral também é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente deve buscar uma unidade de saúde imediatamente se apresentar febre persistente acima de 38 °C, falta de ar, chiado no peito, dor no tórax ou uma tosse que não melhora ou piora com o passar do tempo.

Manter os ambientes ventilados também é uma medida simples e crucial para dispersar as partículas no ar e reduzir o contágio de ambas as doenças.

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