Curso Repórter 60+ busca incluir novos comunicadores no jornalismo; confira
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São Paulo - O curso Repórter 60+ volta a ser realizado em São Paulo após uma pausa de cinco anos. A nova edição reúne 35 participantes e tem como foco ampliar a presença da população com 60 anos ou mais nos espaços de produção de informação, comunicação e narrativas digitais.
A iniciativa foi criada pela jornalista Lilian Liang e é conduzida pela Dínamo Editora e pelos Centros Etievan. Desde sua criação, o programa já formou cerca de 200 alunos em seis turmas anteriores.
O objetivo da proposta é estimular a autonomia, o letramento midiático, a inclusão digital e a participação social das pessoas com 60+, em um cenário marcado pelo envelhecimento da população brasileira.
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Como funciona o curso Repórter 60+
O Repórter 60+ é composto por 12 aulas presenciais semanais, com duração de quatro horas cada. Durante a formação, os participantes aprendem conteúdos relacionados à produção de texto, apuração de informações, checagem de fatos, técnicas de entrevista e ética jornalística.
O programa também inclui temas ligados à comunicação contemporânea, como combate à desinformação, uso de inteligência artificial, redes sociais e linguagens digitais. Segundo a coordenação, a proposta é preparar os participantes para compreender e atuar de forma mais crítica nos ambientes digitais.
Além da capacitação em comunicação, o curso promove reflexões sobre envelhecimento ativo, cidadania digital e inclusão da população idosa em espaços historicamente associados às gerações mais jovens.
Para Lilian Liang, o debate sobre envelhecimento precisa ser ampliado e tratado de forma integrada a temas como tecnologia, direitos, comportamento e participação social.
Quando discutimos essa temática de maneira ética, contemporânea e conectada aos desafios reais da sociedade, também ajudamos a romper estereótipos e ampliamos o entendimento de que longevidade não é apenas uma pauta de saúde", afirmou.
Lilian também destacou que o jornalismo e a comunicação podem contribuir para ampliar a presença dos idosos no debate público e ajudar a combater estereótipos relacionados à longevidade.
"Vivemos uma transformação demográfica profunda e irreversível, mas ainda falamos pouco sobre o envelhecimento de forma qualificada. A comunicação e o jornalismo têm um papel central nesse processo, sobretudo porque ajudam a ampliar a participação social e a desenvolver a consciência crítica", disse Liang.
Além disso, a iniciativa busca fortalecer aspectos relacionados ao bem-estar dos participantes. Entre os impactos observados estão a ampliação das relações sociais, o estímulo à atividade cognitiva e o fortalecimento da autoestima e do senso de propósito.
O modelo de aprendizagem combina atividades teóricas e práticas em um ambiente colaborativo. Ao longo do curso, os alunos desenvolvem projetos autorais que servirão como trabalho de conclusão.
Os conteúdos produzidos pela turma serão reunidos em uma publicação coletiva. O material será transformado em um livro-reportagem elaborado pelos próprios participantes. Para receber o certificado de conclusão, os alunos deverão cumprir pelo menos 75% de presença nas atividades.
O Repórter 60+ tem apoio do Conselho Estadual do Idoso de São Paulo, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.
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