Maioria dos trabalhadores domésticos no Brasil tem entre 50 e 59 anos
Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias
São Paulo - O mercado de trabalho doméstico formal no Brasil encerrou o ano de 2025 com uma marca que dialoga diretamente com a transição demográfica do país: o envelhecimento da categoria.
Dados inéditos divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam que os profissionais na faixa de 50 a 59 anos já formam o maior contingente do setor.
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A análise do Painel de Informações do Trabalho Doméstico demonstra que 450,5 mil vínculos pertencem a trabalhadores dessa faixa etária. Quando somados aos 172,7 mil profissionais ativos com 60 anos ou mais, esse montante representa 34,6% da classe trabalhadora.
De acordo com os dados, a grande maioria dos profissionais com mais de 50 anos atua em jornadas que ultrapassam 41 horas semanais. Além disso, as mulheres são a maioria absoluta em ambas as faixas etárias (50 a 59 e 60 anos ou mais).
O fator que mais difere essas duas gerações é o nível de escolaridade. Enquanto os trabalhadores de 50 a 59 anos concentram-se no ensino médio completo, os profissionais com mais de 60 anos possuem, majoritariamente, o ensino fundamental incompleto.
Brasil atinge 1,3 milhão de vínculos ativos
Considerando todas as idades, o Brasil registrou 1,3 milhão de vínculos formais de trabalhadores domésticos em 2025, um número considerado estável na comparação com o ano anterior.
A média salarial da categoria, por sua vez, subiu de R$ 1.949,06 no final de 2024 para R$ 2.047,92 em dezembro de 2025.
Quanto ao perfil demográfico geral do trabalhador, o setor segue com forte predominância feminina (88,64%). No recorte racial, 58% dos profissionais são negros (pretos e pardos) e 44,54% são brancos.
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A função de "serviços gerais" é a mais prevalente, englobando quase 1 milhão de trabalhadores. Contudo, a área da enfermagem domiciliar ofereceu as melhores perspectivas de ganho financeiro, com a média salarial alcançando R$ 4.813,10.
No panorama regional, o Estado de São Paulo lidera o setor de forma absoluta, com mais de 391 mil vínculos formais, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A desigualdade geográfica também se manteve: trabalhadores do Sul e Sudeste continuam a receber salários mais altos do que seus pares nas regiões Norte e Nordeste do país.
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