Mulheres 60+ representam 18,4% dos cargos de liderança, aponta LinkedIn
Adobe Stock
São Paulo, 06/03/2026 - Um levantamento do LinkedIn publicado nesta semana aponta que mulheres da geração Baby Boomers, nascidas entre 1946 e 1964, representam 18,4% da presença feminina em cargos de liderança no Brasil. O estudo também mostra que mulheres da Geração X, nascidas entre 1965 e 1980, respondem por 27,4% dessas posições.
Os dados indicam que a presença feminina na liderança aumenta entre as gerações mais jovens. Entre as Millennials, nascidas entre 1981 e 1996, a representação chega a 33,7%. Já entre a Geração Z, formada por pessoas nascidas a partir de 1997, o índice atinge 38,1%.
Apesar do crescimento entre as novas gerações, o acesso das mulheres a cargos de decisão ainda é menor que o dos homens no País. Segundo o LinkedIn, as mulheres representam 45,2% da força de trabalho brasileira, mas ocupam apenas 32,2% das posições de liderança.
Leia também: Educação financeira é caminho para autonomia de mulheres, dizem especialistas
A pesquisa mostra que o avanço da presença feminina nesses cargos perdeu ritmo nos últimos anos. As contratações de mulheres para posições de liderança atingiram 34,1% em 2022. Desde então, o índice tem diminuído e chegou a 32,4% no último ano, uma queda acumulada de 1,7 ponto percentual.
Outro ponto destacado no estudo é o chamado fenômeno do “degrau quebrado”, expressão usada para explicar a dificuldade de mulheres avançarem na carreira logo após os primeiros anos de trabalho.
Enquanto a participação feminina em cargos de entrada é de 47,8%, nas funções plenas ou seniores o índice cai para 37%. Isso representa uma diferença de 10,8 pontos percentuais.
A desigualdade aumenta ainda mais nos níveis mais altos da hierarquia corporativa. Nas posições de vice-presidência, por exemplo, a participação feminina chega a 22,3%. Nesse caso, a diferença em relação aos cargos iniciais alcança 25,5 pontos percentuais.
Leia também: Mulheres acham que homens precisam agir mais pela igualdade no trabalho
O LinkedIn aponta que, embora a presença feminina no mercado de trabalho seja próxima da metade da força laboral no Brasil, a proporção diminui à medida que os cargos exigem mais experiência e responsabilidade na gestão.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
