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Quase um terço dos cursos de medicina tiveram avaliação ruim, segundo o MEC

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Dos 107 cursos que obtiveram notas 1 e 2 no exame, 99 estão sujeitos a penalidades, que podem incluir redução do número de vagas ou outras medidas - Envato
Dos 107 cursos que obtiveram notas 1 e 2 no exame, 99 estão sujeitos a penalidades, que podem incluir redução do número de vagas ou outras medidas
Por Broadcast

19/01/2026 | 16h35

São Paulo, 19/01/2026 - Cerca de um terço dos cursos de medicina avaliados pelo Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que tem como objetivo unificar a formação médica no País, alcançou rendimento insatisfatório, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta segunda-feira.

Ao todo, foram avaliados 351 cursos, e 107 obtiveram notas 1 e 2 no exame. Desses, 99 estão sujeitos a penalidades, que podem incluir redução do número de vagas ou outras medidas regulatórias, em razão do desempenho insuficiente. A nota máxima possível no exame é 5.

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As instituições de ensino superior municipais foram as que tiveram os piores desempenhos, com 87,5% delas ficando nos patamares mais baixos da avaliação. Entre as universidades privadas com fins lucrativos, 58,4% dos cursos tiveram desempenho insatisfatório.

Por outro lado, as instituições federais e estaduais tiveram os melhores desempenhos. 87,6% das federais e 84,7% das estaduais tiveram cursos nas faixas 4 e 5 da avaliação, consideradas de alto desempenho.

'Dados divergentes'

A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) disse, em nota, que análises preliminares realizadas por instituições em todo o País indicam divergência entre os dados reportados como insumo em dezembro de 2025 e os divulgados nesta segunda-feira, 19, pelos Ministério da Educação (MEC) no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

Segundo a entidade, é preciso aguardar esclarecimentos do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) "antes de se manifestar de forma conclusiva sobre os números apresentados".

Na semana passada, a Justiça havia indeferido um pedido da Anup para barrar a divulgação dos resultados, realizada hoje pelo MEC. A associação argumentava que o exame tinha fragilidades técnicas e falta de transparência na metodologia estatística.

](Por Wilian Miron)

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