Presidente da CPI do INSS quer esclarecimentos de Dino sobre Lulinha
Presidente da CPI do INSS quer convidar Dino para que ele explique os fundamentos jurídicos da anulação da quebra de sigilos de Lulinha
Por Bárbara Ferreira
06/03/2026 | 16h53Rosinei Coutinho/SCO/STF
São Paulo, 06/03/2026 - O Presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que vai convidar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino a prestar esclarecimentos à comissão sobre a anulação da quebra de sigilos do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Viana afirmou que vai apresentar um requerimento na CPI com o convite para que Dino esclareça os fundamentos jurídicos da decisão e seus impactos sobre o andamento da investigação parlamentar. Ele usou as redes sociais para publicar a informação.
Entendo que, diante da relevância e dos efeitos dessa decisão sobre os trabalhos da comissão, é importante que o Parlamento e a sociedade brasileira tenham pleno conhecimento dos fundamentos jurídicos que a motivaram”, afirmou.
Segundo o presidente da CPI, o convite ao ministro tem intenção de promover um diálogo institucional entre os Poderes. “A iniciativa tem caráter institucional e busca promover o diálogo entre os Poderes da República, diante dos impactos diretos que essa decisão produziu sobre os trabalhos da investigação parlamentar”, disse Viana.
A CPI foi instalada para investigar um suposto esquema de fraudes e descontos irregulares que teria atingido beneficiários do Instituto Nacional do Seguro SociaL (INSS) em todo o País.
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Entenda o caso
Em 26 de fevereiro, a Comissão aprovou a quebra do sigilo bancário de Lulinha e outros 87 requerimentos de convocações e quebras de sigilo. A sessão, que registrou 7 votos contrários, terminou em confusão generalizada. Em meio aos debates acalorados e empurrões, o áudio da TV Senado foi cortado e, posteriormente, o sinal foi interrompido. A base governista sustenta que obteve 14 votos, em vez de 7.
De acordo com o senador Carlos Viana, a decisão pela votação em bloco foi acatada após um pedido da própria base governista. Ele também argumentou que, mesmo que houvesse 14 votantes presentes, o mínimo necessário para derrubar os requerimentos seria 16 votos.
A base anunciou na época que iria recorrer da decisão; no entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou, na terça-feira, 3, o pedido e manteve a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva.
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