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Quase 30% das pessoas mortas em assaltos no Brasil são idosas, diz estudo

Tomaz Silva/Agência Brasil

A vulnerabilidade dos mais velhos também se fez presente nos crimes não letais - Tomaz Silva/Agência Brasil
A vulnerabilidade dos mais velhos também se fez presente nos crimes não letais
Por Paula Bulka Durães

27/07/2026 | 13h31

São Paulo - O espaço urbano brasileiro tem se mostrado hostil para quem envelhece. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, enquanto os homicídios atingiram massivamente os jovens de 18 a 24 anos em 2025, as pessoas com mais de 60 anos foram as principais vítimas do crime de latrocínio (roubo seguido de morte) nas vias públicas do País.

O levantamento recente, organizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, demonstrou que os idosos representaram 28% das vítimas de latrocínio. Em 2025, 226 pessoas com mais de 60 anos foram mortas em assaltos. Além disso, essa faixa etária respondeu por 16% das vítimas de lesão corporal seguida de morte no ano passado, somando cerca de 105 óbitos.

Contudo, quando o assunto é letalidade policial, o número de pessoas idosas vitimadas é ínfimo, não ultrapassando a marca de 0,1% de um contingente de 6.602 indivíduos mortos nessa categoria. Esse tipo de violência atinge seu ápice entre cidadãos de 20 a 29 anos, concentrando 46% de todos os casos registrados em 2025.

Furtos no trasporte público

A vulnerabilidade dos mais velhos também se fez presente nos crimes não letais. Enquanto jovens de 20 a 29 anos sofrem mais abordagens diretas e violentas para a subtração de celulares, as pessoas idosas têm, com maior frequência, seus bens furtados em aglomerações e transportes públicos.

Ao todo, os cidadãos com 60 anos ou mais representaram 13,7% das vítimas de furto, com cerca de 66 mil ocorrências registradas no ano passado. Se a faixa etária analisada for ampliada para 50 anos ou mais, o índice salta para 27,5% de todos os furtos do País.

Já nos roubos, a participação das pessoas idosas cai pela metade, correspondendo a 6,4% dos registros (19,7 mil vítimas).

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