Nova presidente do INSS reduziu fila de processos em 61%
Ministério da Previdência Social/Divulgação
Brasília - Ana Cristina Viana Silveira, a recém-anunciada nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), teve números expressivos de redução de tempo de espera e de volume de processos quando presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS).
Ela ficou três anos no cargo e saiu da cadeira em fevereiro deste ano, mas seu desempenho pesou para ela assumir o INSS agora, segundo apurou a Broadcast.
Leia também: Ana Silveira assume INSS com missão de reduzir fila e simplificar processos
Silveira esteve à frente do CRPS de 2023 até o começo de 2026. Nesse período, demonstrou muito sucesso em aumentar a eficiência do órgão e reduzir filas. O que teria sido o principal motivo para a queda, segundo governistas, do agora ex-presidente do INSS Gilberto Waller Junior.
De acordo com dados do CRPS, o tempo médio de tramitação de um recurso no colegiado era de 431 dias no primeiro trimestre de 2024, dado mais antigo para o período. No mesmo intervalo de 2026, esse tempo caiu para 169 dias, uma redução de 61%.
Em 2025, ano totalmente sob a gestão de Ana Silveira, o tempo médio de tramitação dos recursos chegou a 183 dias, em dezembro. Com relação aos processos esperando respostas há mais de 180 dias, houve uma queda de 73,5%, passando de 244.553 processos em janeiro de 2025 para 64.575 no mês de dezembro.
"Em 2025, o CRPS reduziu o tempo médio de tramitação de recursos para 183 dias, um marco importante, enquanto analisamos mais de 1 milhão de processos, repetindo o volume alcançado em 2024. Esse resultado é uma construção de toda a equipe do CRPS, que veste a camisa e acredita na nossa missão de entregar justiça social", disse a então presidente ao comentar os resultados daquele ano.
Pressão
A avaliação de aliados do governo, nos bastidores, é que a pressão da fila de 2,7 milhões de pessoas no INSS derrubou Waller, que era considerado um bom técnico. Isso já havia acontecido antes com outros presidentes do INSS que eram da mesma carreira que o chefe demitido hoje.
Leia também: Exclusivo: 'Após fraudes, sistema está mais blindado', diz ministro da Previdência
Minutos depois do anúncio oficial do seu desligamento, o INSS publicou uma nota comemorando o recorde de 1,625 milhão de processos concluídos em 2026, mesmo com a fila quase chegando a 3 milhões.
"Estamos mudando o ritmo do INSS. Esse resultado histórico é fruto de uma atuação firme, com foco em produtividade e no atendimento ao cidadão. A fila está caindo porque estamos trabalhando mais e melhor", disse Gilberto Waller, que ainda assinava como presidente do órgão na nota naquele momento.
Descontos indevidos
Waller assumiu o INSS depois do pedido de demissão de Alessandro Stefanutto, que saiu em meio a uma ordem judicial que decretou seu afastamento do cargo.
O então presidente do órgão enfrentava investigação por conta da fraude bilionária de descontos indevidos de beneficiários do INSS, que virou alvo inclusive de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso.
Waller comandou o processo de ressarcimento dos afetados pela fraude, restituindo R$ 2,959 bilhões a 4,3 milhões de pessoas, segundo os dados mais recentes.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
