Aos 77, Ana Maria Braga desabafa sobre aposentadoria: 'Paro quando quiser'
Divulgação/Globo
São Paulo - Ana Maria Braga, de 77 anos, participou do quadro "Pode Perguntar", exibido pelo Fantástico neste domingo, 28 de junho. Durante a entrevista, conduzida por um grupo de entrevistadores dentro do espectro autista, a apresentadora falou sobre autoestima, a luta contra o câncer, o fim do vício em cigarro e negou uma possível aposentadoria por agora.
"Às vezes, eu leio na internet e falo: 'Essa velha tá aí, não tem o que fazer, por que não se aposentou ainda?'. Eu vou parar de trabalhar quando eu quiser. Essa opinião, para mim, não muda absolutamente nada", disse a titular do programa Mais Você.
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Durante a entrevista, Ana Maria relembrou que, no início da carreira, era alvo de comentários depreciativos, mas afirmou que mudou sua forma de lidar com as críticas ao longo dos anos. "Antes eu era chamada de Ana Maria Brega. Naquela época, eu me deixava emprenhar com um pouco de ressentimento e mágoa." A apresentadora contou que, com o passar dos anos, aprendeu a não se deixar afetar pelas opiniões alheias.
Segundo ela, os comentários de outras pessoas não mudam sua vida, pois continuará vivendo da mesma forma.
Eu vou continuar tendo a idade que tenho, vou continuar fazendo o que faço, vou continuar casando com quem eu sou casada, vou continuar sendo feliz”, disse.
Diagnóstico de câncer
Questionada sobre a mensagem que deixaria para pessoas que acabaram de receber um diagnóstico de câncer, Ana Maria Braga se emocionou ao lembrar da própria trajetória, por enfrentar a doença cinco vezes.
Quando a gente recebe um diagnóstico desse pela primeira vez, é muito impactante. Em qualquer família é como se fosse um soco na boca do estômago."
A apresentadora revelou que um conselho dado por seu médico mudou sua forma de enfrentar o tratamento. "Ele disse pra mim: 'Você está entrando agora numa guerra. Seus soldados são as suas células. Eu estou dando armas para que seus soldados expulsem esse inimigo do teu corpo'."
Além disso, durante o tratamento contra o câncer, Ana aprendeu a lidar com a doença de uma forma diferente, dizendo que passou a "conversar com o meu corpo" e com as próprias células. Ela também ressaltou que nunca escondeu o diagnóstico do público e declarou que não tem medo de falar a palavra "câncer", pois acredita que "inimigo a gente encara de frente".
Decisão de parar de fumar
Ao responder uma pergunta sobre cigarro, Ana Maria declarou que começou a fumar ainda jovem porque o hábito era visto como algo comum e "chique" na época. Hoje, considera essa uma das piores decisões que tomou.
Eu comecei a fumar, e é um dos piores erros da minha vida, porque o cigarro acaba com o seu organismo, acaba com a sua saúde."
Ela conta que deixou o vício após uma cirurgia, motivada pelo desejo de continuar vivendo. "Eu quero ver meus netos crescerem, eu quero continuar com esse casamento que, pra mim, me dá muita felicidade. Então, para isso, precisava parar de fumar”, afirmou.
No encerramento da entrevista, Ana Maria respondeu qual conselho daria às pessoas autistas e à sociedade sobre acolhimento e respeito às diferenças.
Empatia é a palavra principal. A vida às vezes ensina, as pessoas que não têm isso, ensina duramente o quanto faz falta poder entender o outro para poder ser mais feliz."
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