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Cachoeiro vira roteiro de fãs de Roberto Carlos nas comemorações de 85 anos

Reprodução/visite.museus.gov.br

Casa de Cultura Roberto Carlos é parada obrigatória de fãs em Cachoeiro - Reprodução/visite.museus.gov.br
Casa de Cultura Roberto Carlos é parada obrigatória de fãs em Cachoeiro
Por Carla Nigro

20/04/2026 | 18h21

Cachoeiro de Itapemirim - Em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo, a história de Roberto Carlos não está só nas músicas — está espalhada pela cidade. Da casa onde nasceu ao conservatório onde aprendeu a tocar, os locais que marcaram sua trajetória viraram parada obrigatória para fãs que chegam ao município durante as comemorações de seus 85 anos.

“Adoro o Roberto. Cresci escutando ele. Adoro quando ele vem cantar. Porque ele é da terra e temos que dar valor a quem é da terra”, conta o taxista Sergio Luiz de Souza, de 67 anos, que diz estar transportando fãs desde a última quinta-feira. “Já levei gente de Santa Catarina, Paraná, até do Paraguai.”

À espera do show, muitos aproveitaram para refazer os caminhos que marcaram a trajetória do cantor. Um deles é o conservatório onde ele aprendeu a tocar piano. A casa azul, com mais de 79 anos, guarda fotos, documentos e registros da passagem de Roberto Carlos pelo local entre 1952 e 1957.

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Roteiro afetivo pela cidade

Outros lugares também fazem parte desse roteiro afetivo. Entre eles, o colégio onde estudou e o rio Itapemirim, onde brincava quando criança. Mais do que pontos turísticos, são espaços que ajudam a reconstruir a história do artista.

Mas é na Casa de Cultura Roberto Carlos que a relação entre o cantor e a cidade se torna mais concreta. Para quem vem de longe, o lugar onde ele viveu os primeiros 13 anos de vida é parada obrigatória.

Scandiani Carlos
“Nasci, cresci, namorei e casei escutando Roberto”, diz Scandiani Carlos - Foto: Carla Nigro

Localizada na Rua da Biquinha, no centro, a casa não aparece de imediato. O caminho, no entanto, é indicado por um ponto conhecido: a praça que leva o nome do cantor, onde uma escultura em mármore branco chama a atenção de quem passa.

A casa azul de dois andares mantém a estrutura original. No jardim, um flamboyant remete à música “Meu Pequeno Cachoeiro”. É por ali que começa a visita.

Na cozinha, um dos poucos objetos originais permanece: o fogão onde Dona Laura, mãe do cantor, preparava as refeições. Nas paredes, trechos de músicas ajudam a conduzir o visitante pela história.

Os cômodos seguintes misturam memória e reconstrução. Há fotos, documentos, objetos doados por fãs e referências à trajetória do artista. Nem tudo é original, mas tudo remete à história que começou ali.

Na varanda, guias contam que Roberto Carlos costumava observar os caminhões passando. Hoje, a paisagem mudou — o crescimento da cidade transformou a vista. “Acredito que na época não tinha muitas residências, porque ele dizia que conseguia ver longe daqui”, explica uma das guias.

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Fãs de longe, memórias em comum

Entre os visitantes, histórias se cruzam. A paraguaia Marite Acosta, 72 anos, veio para assistir ao show e aproveitar para conhecer a casa. Fã há mais de 55 anos, ela diz que tudo começou com a música “Detalhes”. “Venho pela minha rosa número 55. Foram muitas horas de viagem, parte de ônibus, parte de avião. É um amor muito sublime que tenho por ele”, conta.

Eglei das Graças
Eglei das Graças já esteve 57 vezes nos camarins do Rei. Foto: Carla Nigro

A paulista Eglei das Graças, 71, também passou pelo local. Disse ser fã número 1 do cantor e afirma já ter ido a mais de 57 camarins. “Vou a shows do Roberto desde 1977. Mas desde pequena, quando estava doente, sempre escutava ele. Sempre.”

Já Scandiani Carlos, 70, guarda uma lembrança curiosa. Na juventude, copiava letras de músicas de Roberto Carlos e enviava em cartas para a atual esposa, como se fossem suas. “Nasci, cresci, namorei e casei escutando Roberto Carlos”, diz.

Histórias como essas se repetem entre os visitantes que passaram pela casa no fim de semana — todos reunidos pela mesma motivação: acompanhar, de perto, mais um capítulo da trajetória do cantor.

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