De Tarantino a Almodóvar: 5 momentos em que a Mostra de SP fez história
Símbolo do cinema autoral e independente, evento já trouxe para o Brasil grandes nomes do cinema mundial; sua 50ª edição começa nesta quinta-feira, 15
Por Adriana Del Ré
15/10/2026 | 13h19 ● Atualizado | 13h20Divulgação/Mario Miranda Filho/Agência Foto
A 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que começa hohe, 15, celebra sua importância como um dos principais festivais de cinema autoral e independente da América Latina, destacando a trajetória de seu fundador, Leon Cakoff, e sua esposa, Renata de Almeida.
O festival é conhecido por apresentar obras inovadoras e por atrair grandes nomes do cinema mundial, como Abbas Kiarostami, Quentin Tarantino e Pedro Almodóvar, que contribuíram para a popularização do cinema autoral no Brasil.
Entre os destaques da Mostra, estão as exibições históricas e a presença de cineastas renomados, como Francis Ford Coppola, que participou da edição de 2024, reforçando a relevância do evento na cena cultural e cinematográfica global.
São Paulo - A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo chega à 50ª edição a partir desta quinta-feira, 15, colecionando muitas histórias, entre gloriosas conquistas e grandes perrengues. Criada em 1977 pelo crítico Leon Cakoff e, após sua morte em 2011, dirigida por sua mulher, a cineasta Renata de Almeida, a Mostra de SP é um dos mais importantes festivais de cinema autoral e independente do Brasil e do mundo, e também um dos mais longevos da América Latina.
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Além do olhar atento ao que está sendo produzido de mais instigante no cenário nacional e internacional, o evento se destaca por trazer grandes nomes do cinema mundial, promovendo encontros entre realizadores e público. Essa ilustre lista inclui nomes como Pedro Almodóvar, Quentin Tarantino, Francis Ford Coppola, entre tantos outros.
Conheça cinco momentos em que a Mostra de SP fez história nesses 50 anos:
Abbas Kiarostami, amigo da Mostra
Antes de vencer a Palma de Ouro em Cannes por “Gosto de Cereja” (1997), o diretor iraniano Abbas Kiarostami teve seu trabalho reconhecido pelo público paulistano. A exibição de “Close-Up” na Mostra de 1990 marcou o início de uma longa e profunda relação de Kiarostami com Leon Cakoff, Renata de Almeida, o festival e com o próprio Brasil, abrindo as portas para o cinema iraniano no País.
A sessão quase vazia do jovem Quentin Tarantino
Antes de se tornar um dos diretores mais festejados do cinema contemporâneo, o então desconhecido Quentin Tarantino esteve na Mostra de SP em 1992 para apresentar seu filme de estreia, “Cães de Aluguel”, que mais tarde seria cultuado.
Naquela ocasião, o diretor andou anonimamente pela capital paulista, e a exibição de “Cães de Aluguel” no MASP contou com uma plateia de apenas 16 pessoas. Cinéfilo, ele costumava assistir a pelo menos quatro filmes por dia na programação da Mostra.
Momento histórico com Almodóvar
Em 1995, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar desembarcou em São Paulo acompanhado de duas de suas maiores atrizes, Marisa Paredes e Rossy de Palma. Eles participaram da abertura da 19ª edição, que contou com uma exibição histórica e gratuita do drama “A Flor do Meu Segredo”. A exibição reuniu cerca de duas mil pessoas no Vão Livre do MASP e ficou marcado por um “perrengue”: o curta-metragem exibido antes do longa principal acabou sendo projetado de cabeça para baixo.
Presença de Wim Wenders
O mestre do cinema alemão Wim Wenders é uma das figuras internacionais mais assíduas e queridas na história da Mostra de SP.
Suas vindas à cidade, como na edição de 2008 ao lado de Leon Cakoff, não apenas mobilizaram multidões em masterclasses e sessões lotadas, mas também reforçaram o evento como uma parada obrigatória para os grandes autores do cinema autoral.
Visita de Francis Ford Coppola
Na 48ª edição da Mostra, em 2024, o diretor Francis Ford Coppola esteve pessoalmente em São Paulo para receber o Prêmio Leon Cakoff. Ele lotou masterclasses, promoveu a exibição de seu filme “Megalópolis” e fez discursos exaltando a criatividade do cinema brasileiro.
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