Dia do Livro: conheça origem da data e qual será nova capital literária
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São Paulo - Nesta quinta-feira (23), é celebrado o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, como uma forma de homenager a capacidade humana de criar e difundir conhecimento.
A data, instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1995, não foi escolhida por acaso: marca o aniversário de morte de três grandes nomes da literatura universal, em 1616: William Shakespeare, Miguel de Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega.
“Ao celebrarmos o livro, celebramos atividades — escrita, leitura, tradução, publicação — através das quais o ser humano se eleva e se realiza; e celebramos, fundamentalmente, as liberdades que as tornam possíveis. O livro é o ponto de encontro das mais essenciais liberdades humanas, nomeadamente a liberdade de expressão e de edição", afirma a ex-diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, por meio de nota.
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A iniciativa teve forte inspiração em uma tradição da Catalunha, onde se trocam livros e rosas no dia de São Jorge. Durante a 28ª Conferência Geral da entidade, justificou-se que o livro é o "meio mais eficaz para a conservação" do conhecimento e que sua divulgação promove o "desenvolvimento das sensibilidades coletivas" e o diálogo.
No Brasil, as comemorações pela data vão envolver 30 cidades, que promoverão a Noite das Livrarias, com mais de 90 atividades para o público.
Do Rio de Janeiro para o Marrocos
Esta data marca o fim de um ciclo histórico para o Brasil. Após um ano como a primeira cidade de língua portuguesa a conquistar o título de Capital Mundial do Livro, o Rio de Janeiro passa o bastão para Rabat, no Marrocos.
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A cidade marroquina assume o posto com o objetivo de usar os livros como ferramenta de inclusão social e alfabetização, sendo a primeira cidade do mundo árabe e da África a receber a honraria. Para 2027, a Unesco já confirmou Medellín, na Colômbia, como a próxima Capital do Livro.
A Unesco concede o título de Capital Mundial do Livro desde 2001. A primeira cidade a receber o reconhecimento foi Madri, na Espanha.
Mercado brasileiro em expansão
No Brasil, o clima de comemoração é reforçado por um cenário otimista. Segundo a pesquisa Panorama do Consumo de Livros (CBL/Nielsen BookData), o consumo de livros impressos e digitais avançou no Brasil em 2025 e alcançou 18% da população com 18 anos ou mais, representando cerca de 3 milhões de novos compradores em relação ao ano anterior.
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Já dados do 2º Painel do Varejo de Livros no Brasil (SNEL/Nielsen Book) confirmam a tendência de alta em 2026. No segundo período de 2026, mesmo com o período do Carnaval, o setor registrou um crescimento de 14,9% em volume (4,8 milhões de exemplares vendidos) e de 11,6% em valor, alcançando um faturamento de R$ 268,7 milhões, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
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