Zema defende reforma previdenciária e revisão de programas sociais
Marcello Casal JrAgência Brasil
Brasília - O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, reafirmou nesta segunda-feira, 27, que, se eleito, promoverá uma série de privatizações. Segundo Zema, todas as estatais estão passíveis de desestatização.
"[A ideia é] privatizar tudo, não tem vaca sagrada. Com transparência, essas empresas vão valorizar na hora que o presidente, empresário competente, for eleito", disse Zema a jornalistas, em Brasília, após a convenção nacional do Novo que confirmou sua candidatura.
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Ele evitou dizer quem será seu ministro da Fazenda, caso assuma a Presidência. Segundo Zema, "mais que nomes, há propostas." "Nomes bons, nomes que vão resolver os problemas do Brasil e não lotear secretarias", disse.
Zema também defendeu uma nova reforma da Previdência e uma reforma administrativa. "Tem uma reforma administrativa que vamos precisar fazer. Vamos precisar rever a reforma da Previdência. A expectativa de vida cresceu. A conta não fecha. Pauta impopular, mas necessária. E vamos fazer também revisão de programas sociais, que tem muita fraude", disse.
Impeachment dos ministros do STF
Durante o lançamento de sua candidatura, Zema também defendeu o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
"Temos ali dois ministros envolvidos até o pescoço com o banqueiro bandido, e um terceiro, nem tanto, mas envolvido com patrocínios de congressos jurídicos", disse Zema a jornalistas, após a convenção nacional do Novo que confirmou sua candidatura.
Moraes e Toffoli são acusados de envolvimento com Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, que foi liquidado em novembro de 2025.
Zema citou a possível relação dos ministros com Vorcaro: "Não fui eu que andei no jatinho do banqueiro bandido, foram eles. Não fui eu que recebi o banqueiro bandido diversas vezes, que tenho ele na minha agenda de celular. Nunca nem escutei a voz do dito cujo."
O ex-governador de Minas voltou a defender mudanças no Judiciário, inclusive o fim das decisões monocráticas. Também disse que as emendas são o "mal que acomete o Brasil hoje" e disse que lutará para combater o "câncer da corrupção."
(Por Naomi Matsui e Gabriel Máximo)
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