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"Uma terceira idade com desejos e sonhos é fundamental", diz Miguel Falabella

Divulgação/Mateus Soares

O ator está lançando o livro "A partilha e outras peças teatrais" - Divulgação/Mateus Soares
O ator está lançando o livro "A partilha e outras peças teatrais"
Por Adriana del Ré

19/03/2026 | 08h11

São Paulo - No ar na novela das 9, "Três Graças", da TV Globo, Miguel Falabella continua se desdobrando em várias frentes profissionais: além de ator, diretor e roteirista. Agora, apresenta seu lado dramaturgo no livro "A partilha e outras peças teatrais" (Matrix Editora), em que compila textos de quatro peças de sua autoria.

"A Partilha" estreou em 1990 e teve no elenco original Natália do Vale, Susana Vieira, Arlete Salles e Thereza Piffer. Depois, ganhou outras montagens e uma versão para o cinema, com Glória Pires, Andréa Beltrão, Lília Cabral e Paloma Duarte. A peça atravessou gerações ao contar uma história atemporal, que trata sobre luto, conflitos familiares e amadurecimento, em meio a um acerto de contas  entre quatro irmãs.

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O tema amadurecimento é o cerne de outro texto de Falabella, "A Sabedoria dos Pais", estrelada por Herson Capri e Natália do Vale, que está em cartaz até dia 31 de março no Teatro Bradesco, em São Paulo, e depois segue em turnê pelo País.

O novo livro reúne ainda os textos de "O som e a sílaba", de 2017, e "Os olhos de Nara Leão", que estreou em 2025, completando um arco de 35 anos de Miguel Falabella no teatro. O dramaturgo falou com o portal VIVA, em São Paulo:

VIVA: "A Partilha" é um texto de 1990. Por que você acha que ainda é um texto atual?

Miguel Falabella - Acho que envelhecer é um processo da vida e nenhum de nós vai fugir dele. A alternativa não é muito agradável. Então, você ter uma terceira idade produtiva, com afetos, com desejos, com sonhos é fundamental e ainda mais no mundo de hoje, em que a gente cada vez vive mais. Tem que viver bem, com produtividade e de peito aberto para a vida. Acho que esses textos falam disso.

"A Sabedoria dos Pais" fala de um casamento que acaba depois de 35 anos. Como fica essa questão dos desejos e sonhos?

A questão é: há vida após 35 anos de casamento? Claro que há. As pessoas têm muito pudor, acham que o envelhecimento te corta desejos. Claro que desejos são outros, as prioridades são outras, mas a vida continua para todo mundo. Na peça, o casal decide se separar e recomeçar sua vida e vivenciar novas experiências.

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O mercado de trabalho acaba fechando portas para as pessoas 50+, 60+, e isso não acontece com você, que está em plena ativa...

Nunca sofri isso, porque nunca esperei que me abrissem portas. Eu abri minhas portas, continuo abrindo. Mas acho que as coisas vão se transformar. Fala-se muito em etarismo e é um assunto muito importante hoje, precisa ser debatido entre quem tem mais idade.

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