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Cidadania e Direitos / Política

Em convenção, Flávio Bolsonaro acena a aposentados e critica atuação do STF

Marina Uezima/Agência O Dia

A declaração foi feita na abertura de seu discurso durante a convenção estadual da legenda em Santa Catarina - Marina Uezima/Agência O Dia
A declaração foi feita na abertura de seu discurso durante a convenção estadual da legenda em Santa Catarina
Por Broadcast

02/08/2026 | 11h19 ● Atualizado | 11h20

São Paulo - O senador e candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, afirmou que não fará ajustes fiscais sobre os rendimentos dos aposentados e pensionistas do País caso seja eleito em outubro.

A declaração foi feita na abertura de seu discurso durante a convenção estadual da legenda em Santa Catarina, no último sábado, 1º, evento que oficializou a candidatura à reeleição do governador Jorginho Mello.

Ao se dirigir ao eleitorado inativo, o presidenciável garantiu a manutenção dos direitos previdenciários e ressaltou que o controle dos gastos públicos e da inflação será a ferramenta para devolver o poder de compra das pessoas idosas.

Além do foco nos aposentados, a fala do parlamentar foi marcada pela apresentação de propostas específicas para a economia e a juventude, intercaladas com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Corte de impostos

O representante do PL fez um aceno direto aos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e aos trabalhadores próximos de se aposentar. De acordo com ele, os segurados não serão penalizados por eventuais reformas econômicas ou contenções de despesas públicas.

Os aposentados podem ficar certos de uma coisa, não vou fazer economia em cima de aposentado, pelo contrário. A gente vai devolver o poder de compra, porque vamos controlar os gastos do governo. Vamos reduzir a taxa de juros e reduzir a inflação."

Além da proteção a esse grupo, o senador prometeu realizar o maior corte da carga tributária da história do País, focando na redução de taxas sobre a folha de pagamento das empresas e sobre o consumo de bens e serviços.

Segundo o candidato, a alta cobrança fiscal penaliza a classe trabalhadora e força pequenos comerciantes e autônomos à sonegação: "Ninguém aguenta mais pagar tanto imposto. A gente paga em média 32% de imposto. Paga imposto para comer, beber, estudar, se transportar".

"Você acha que alguém que tem uma barraquinha de cachorro-quente, de caldo de cana e pastel, vai pagar 30% ou 40% de imposto para o governo? Ou vai preferir comprar comida para o filho, comprar um remédio para sua mãe? É claro que ele vai sonegar, é questão de sobrevivência. E a culpa é do governo", justificou.

Flávio compara prisão de Jair Bolsonaro com repressão do AI-5

No plano político e institucional, o candidato criticou as medidas judiciais impostas a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e defendeu a revisão das atuações do Supremo.

Flávio comparou a detenção do ex-mandatário ao período mais repressivo da ditadura militar, quando vigorou o Ato Institucional nº 5 (AI-5). "A família está proibida de ver o próprio pai. Em nenhuma constituição da história do nosso Brasil alguém que perdeu direitos políticos ficou também censurado, incomunicável e sem poder ver a sua família", pontuou.

O único momento da história do Brasil em que alguém que não podia votar nem ser votado também perdia sua voz foi no AI-5."

O senador chamou Luiz Inácio Lula da Silva de "projeto de ditador", alertou os eleitores sobre o fato de o próximo chefe do Executivo poder indicar quatro novos nomes para o tribunal e criticou o poder individual dos atuais magistrados, que, segundo ele, podem "fazer o que quiser, pode até condenar inocente" com apenas "uma canetada".

"Imaginem mais um governo como o que nós temos hoje indicando quatro Alexandres de Moraes para o Supremo Tribunal Federal? A política vai ser perseguida. A direita vai ser perseguida. A perseguição vai continuar. Talvez tenhamos mais comunistas no Supremo Tribunal Federal", discursou.

O candidato prometeu conceder anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro e trazer o País de volta à "normalidade democrática".

Propostas para a juventude

Para o público jovem, o presidenciável apresentou uma proposta de reformulação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O plano prevê que os estudantes formados em universidades privadas só comecem a quitar a dívida quando estiverem formalmente empregados, com prazos longos de pagamento e juros reduzidos para evitar o endividamento no início da carreira profissional.

"O jovem vai poder estudar numa universidade e só vai começar a restituir o seu financiamento quando estiver com um emprego fixo e em parcelas longas, a juro baixíssimo, que ele não vai nem sentir. O governo vai investir na nossa juventude", concluiu.

(Por Daniel Tozzi e Francisco Carlos de Assis)

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