Recursos de fundos de pensão devem somar R$ 1,51 tri em 2026, estima Abrapp
O patrimônio já é equivalente a 11% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a associação do setor; em 10 anos, houve alta de 82% no volume do montante
Por Broadcast e Fabiana Holtz
14/10/2026 | 17h53Adobe Stock
Os fundos de pensão no Brasil devem alcançar R$ 1,51 trilhão até o final de 2026, com um crescimento contínuo desde 2020. Em junho deste ano, esses ativos somavam R$ 1,438 trilhão, com crescimento de 4,6% em relação ao final do ano passado (R$ 1,374 trilhão).
Atualmente, os ativos representam 11% do PIB, com um crescimento de 82% nos últimos dez anos, enquanto 415 planos apresentam superávit e 184 têm déficit, indicando uma melhora no equilíbrio financeiro dos planos.
O índice de solvência dos planos de Benefício Definido atingiu 102% em junho de 2026, e a renda fixa domina os investimentos, com 86,1% do total, enquanto a previdência complementar fechada abrange 8,4 milhões de pessoas, com benefícios pagos totalizando R$ 82 bilhões em 2025.
São Paulo - Os ativos das entidades fechadas de previdência complementar, os chamados fundos de pensão, devem atingir R$ 1,51 trilhão no final de 2026, com um resultado positivo em torno de R$ 33 bilhões, segundo projeções da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar(Abrapp).
Em junho deste ano, esses ativos somavam R$ 1,438 trilhão, com crescimento de 4,6% em relação ao final do ano passado (R$ 1,374 trilhão) e tem apresentado um avanço constante desde 2020, quando totalizavam R$ 1,049 trilhão.
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O montante atual de ativos é equivalente a 11% do Produto Interno Bruto (PIB). Um marco importante da evolução desse mercado é que nos últimos 10 anos foi registrado um crescimento de 82% no volume dos recursos dessas entidades.
Os números do primeiro semestre já indicam melhora do equilíbrio dos planos, segundo a Abrapp. Em junho, 415 planos registravam superávit acumulado de R$ 41,4 bilhões, enquanto 184 planos tinham déficit de R$ 22,2 bilhões. Em 2024, os superávits somavam R$ 21,6 bilhões e os déficits, R$ 30,5 bilhões.
Solvência
Outro indicador positivo mencionado pela Abrapp é o índice de solvência dos planos de Benefício Definido (BD), que mede a capacidade de uma empresa de pagar todas as suas dívidas e cumprir seus compromissos financeiros a longo prazo.
Esse indicador ficou em 102% em junho de 2026, na média ponderada, acima da linha de 100% considerada referência de adequação entre ativos e compromissos.
Renda fixa e títulos públicos
Nos investimentos, a renda fixa ampliou a concentração. A carteira das EFPC totalizava R$ 1,362 trilhão em junho, com 86,1% em renda fixa (R$ 1,173 trilhão). No recorte, havia R$ 264,1 bilhões em títulos públicos e R$ 900,7 bilhões alocados em fundos de investimento classificados no segmento. A fatia de renda variável recuou para 6,7% em junho (R$ 91,3 bilhões), ante 15,8% em 2021; desse total, R$ 55,7 bilhões estavam em ações diretamente.
Além do peso financeiro, a previdência complementar fechada reúne 8,4 milhões de pessoas, considerando participantes ativos, dependentes e assistidos, sendo 3,27 milhões de participantes, 4,21 milhões de dependentes e 873 mil assistidos. Em 2025, as entidades pagaram R$ 82 bilhões em benefícios.
Em junho, a aposentadoria programada teve valor médio mensal de R$ 8.261; a aposentadoria por invalidez, R$ 3.457; e as pensões, R$ 4.438.
Evolução nos últimos 10 anos
Em uma década, o sistema ampliou significativamente sua base patrimonial. Os ativos cresceram cerca de 82% em termos nominais, de R$ 790 bilhões em 2016 para R$ 1,438 trilhão em junho de 2026. A trajetória foi praticamente contínua: R$ 1,049 trilhão em 2020, R$ 1,176 trilhão em 2022, R$ 1,275 trilhão em 2024 e R$ 1,374 trilhão em 2025.
(Com Eduardo Puccioni)
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