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Crédito para entregador comprar moto e bike é de até 48 meses; confira

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Move Motos é a nova iniciativa do governo para financiar motos de entregadores por aplicativo - Adobe Stock
Move Motos é a nova iniciativa do governo para financiar motos de entregadores por aplicativo
Por Alexandre Barreto

12/06/2026 | 15h25

São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira, 12, o programa "Move Brasil – Entregadores e Motoapp", uma nova linha de financiamento voltada para entregadores de aplicativos, mototaxistas, motofretistas e outros profissionais que utilizam motocicletas ou bicicletas no trabalho.

A iniciativa permitirá a compra de motos, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas zero-quilômetro produzidos no Brasil. O objetivo é renovar a frota utilizada pelos trabalhadores, ampliar a segurança nas atividades diárias e incentivar formas de mobilidade com menor emissão de poluentes.

O programa contará com apoio de bancos públicos e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), facilitando o acesso ao crédito para os profissionais elegíveis.

Quem pode participar do Move Brasil?

O programa é destinado a entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativos há pelo menos seis meses e que tenham realizado no mínimo 100 entregas ou corridas. Também podem participar:

  • Motofretistas com carteira assinada;
  • Mototaxistas profissionais;
  • Ciclistas profissionais com vínculo empregatício.

Nesses casos, é necessário comprovar pelo menos seis meses de trabalho na mesma empresa. Para financiar veículos que exigem habilitação, o trabalhador deverá possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A.

Quais veículos podem ser financiados?

O financiamento contempla apenas veículos novos e enquadrados nas regras de produção nacional. Porém, cada beneficiário poderá financiar apenas um veículo. Entre os modelos permitidos estão:

  • Motocicletas flex de até 160 cilindradas;
  • Motonetas e ciclomotores flex;
  • Bicicletas elétricas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts;
  • Motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts.

Taxas de juros e prazo de pagamento

Os trabalhadores terão até dois meses de carência para iniciar o pagamento das parcelas e o prazo máximo de financiamento será de 48 meses. As taxas de juros variam conforme o perfil do beneficiário:

  • Homens: 12,5% ao ano, equivalente a cerca de 0,99% ao mês;
  • Mulheres: 11,5% ao ano, equivalente a aproximadamente 0,91% ao mês.

Segundo a simulação apresentada pelo governo, um financiamento de R$ 21 mil resultaria em parcelas próximas de R$ 552.

O seguro prestamista, que auxilia na quitação da dívida em situações graves que impeçam o trabalhador de continuar exercendo a atividade, também poderá ser incluído no financiamento.

Como fazer o cadastro?

O cadastro será realizado pela plataforma oficial do programa. O primeiro passo é acessar o portal e autorizar o compartilhamento dos dados necessários para a verificação dos requisitos de participação.

Após a análise, o trabalhador receberá a confirmação informando se atende às condições estabelecidas pelo programa. A aprovação do cadastro, no entanto, não garante a liberação do crédito.

A contratação dependerá da análise financeira realizada pelas instituições participantes.

Quando o financiamento estará disponível?

Os cadastros foram abertos nesta sexta-feira, 12. Já a partir de 13 de julho, os profissionais que tiverem a participação confirmada poderão procurar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil ou outras instituições financeiras habilitadas para solicitar a análise de crédito e contratar o financiamento.

Programa atenderá empresas

Além da linha destinada aos trabalhadores, o Move Brasil terá uma modalidade voltada para empresas que atuam no setor de mobilidade elétrica. A linha empresarial poderá financiar infraestrutura para recarga e troca de baterias de motos elétricas, incluindo a instalação de equipamentos, sistemas de abastecimento energético e parte do capital de giro relacionado ao investimento.

O governo disponibilizará R$ 70 milhões para essa modalidade, que busca ampliar a estrutura necessária para a expansão da mobilidade elétrica nas cidades brasileiras.

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